16 de agosto de 2022
Colunistas Paulo Antonini

Voltando na história e reencarnando Maria Antonieta

Imagem: Google – Aventuras na História – UOL (meramente ilustrativa)

Tento escapar da guilhotina que a história contemporânea e, os mequetrefes que se acham vanguarda, me empurram pescoço adentro, outra vez, em direção a lâmina fria e afiada, embalados sob o domínio da “segunda onda”.

Não, não fui eu que disse aos pobres camponeses que fossem comer brioches, claramente, um feiquinils, um dos pioneiros.

Esses “vanguardistas” do atraso e da perfídia, tramam contra nós, desde o tour que fizeram com minha cabeça pelas ruas de Paris. Logo, eu, que tanto amei esses pobres camponeses que, mal agradecidos, vibravam ao me ver passar descabelada e ensanguentada.

Prometeram que a partir dessa data, o mundo nunca mais veria a desgraça e a miséria, criaram, até, uma linda frase de efeito (sempre foram craques da retórica):

Liberdade, igualdade e fraternidade.

Os bobinhos, que não comeram brioche e nunca comerão, acreditam até hoje nesse besteirol retórico.

Mais de um par de século se passou, desde então, e essa tchurma descolada e prafrentex, segue espalhando feiquinils da libertação dos frascos e comprimidos, em forma de vachina, e, a fila dos comedores do brioche aumentando.

Sendo objetivo, naquela ocasião, eu não tive escolha, ao contrário, agora, vou com meus próprios pés encerrar esse capítulo da minha vida. Não suportarei ver tanta gente acovardada se deixando enganar, sem refletir e nem reagir.

Sei que o Robespierre do século XXI tem os olhinhos puxados e é de cor amarelada. Sei que Danton nao reencarnou, portanto, não haverá ninguém para pedir moderação aos vanguardistas mequetrefes ou, como dizia minha avó para irmos devagar que o andor era de barro.

Não quero testemunhar essa segunda onda de liberdade, igualdade e fraternidade. Deixo a vocês, seres perfeitos, com o estômago na cabeça e o cérebro no ânus.

Peço desculpas ao meu editor, mas não tive forças para seguir a luta… a burrice e a covardia aliadas, possuem uma força nuclear insuperável.

E, já que é pra ficar em casa bestialmente, eu, divinamente, ponho meu pescocinho sob a vontade dos idiotas afiados e dos lambes bolas juramentados.

Que Deus tenha misericórdia desses pobres camponeses e os tire da fila dos “brioches”.

Paisagista bailarino e amante da natureza. Carioca da gema, botafoguense antes do Big Bang.

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