14 de abril de 2024
Colunistas Paulo Antonini

Reclamamos do desamor

Reclamamos sempre da vida, do mundo em que vivemos, estamos sempre falando da falta de gentileza de generosidade e da atenção que hj se dispensa a um amigo ou mesmo aqueles que nao conhecemos, mas, que muitas vezes, viramos a cara.

Nem sequer um bom dia, dentro de um elevador somos capazes de responder.

Vejo cada dia mais, um dia a dia violento, e, não falo de tiros e balas perdidas, falo do simples convívio com o próximo e esse próximo muitas vezes, está dentro de nossas casas, muitas vezes, são nossos próprios filhos.

Quanta impaciência e desamor. Quanta falta de dedicação.

Coisas simples como um abraço um olhar terno, ou apenas um simples tocar deixamos de fazer por acharmos desnecessário ou mesmo nem nos damos conta, estamos sempre no automático…para algumas coisas, porque para outras… ah, bem! são interesses que movem um gesto que poderia ser gratuito, mas, são interessados.

O ponto da questão é: reclamamos do desamor, mas, somos incapazes de amar e de ser amados. Penso que acham que existe alguma formula mágica para mudar a situação.

Troca-se o afeto pelo consumo.

Não estamos com nossos filhos, mas lhe damos celulares, iPads e similares, para que se entretenham e de sobra, não encham o saco.

E como somos naturalmente, seres culpados, por aí, através da tecnologia, podemos controlar.

Sempre saber aonde estão. Claro, eu me preocupo com eles.

Dizem que as crianças são teimosas e desobedientes, que nunca nos escutam. Mentira, Nós que nunca falamos a elas.

Impomos, não conversamos.

Gritamos, não somos pacientes.

As crianças são lindas e capazes de entender, claro que muitas vezes, pela pouca idade, a linguagem tem de ser outra. Mas, seja qual for a linguagem, ela tem de ser com amor. E isso, não se compra no shopping.

Quando percebermos que só mudaremos o mundo a partir de um movimento interno, a partir dos nossos relacionamentos íntimos, veremos que tudo em volta se tornara amoroso.

Paulo Antonini

Paisagista bailarino e amante da natureza. Carioca da gema, botafoguense antes do Big Bang.

Paisagista bailarino e amante da natureza. Carioca da gema, botafoguense antes do Big Bang.

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