20 de maio de 2024
Rodrigo Constantino

Flávio Bolsonaro defende recursos para mais remédios, não para Parada Gay

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É impressionante como a imprensa, quase toda de esquerda, tanta pautar o debate político. Flávio Bolsonaro, candidato à prefeitura do Rio pelo PSC, defendeu em entrevista a austeridade do governo, bandeira que qualquer pessoa sensata deveria aplaudir. Mas a questão já é colocada de forma a contrapor o candidato ao movimento LGBT, como se essa fosse a prioridade do momento e da fala dele. O que foi dito é algo que só mesmo uma pessoa muito desligada da realidade e das verdadeiras demandas populares poderia discordar. Vejam:
Parada Gay, de forma alguma, vai ser proibida. Agora, não vai ter um centavo de dinheiro público. Se todos nós candidatos, com exceção do Pedro Paulo (PMDB), entendemos que a prefeitura vai estar numa situação financeira muito difícil no ano que vem, a gente tem que enxugar a máquina pública. A minha prefeitura será marcada pela austeridade fiscal. Eu vou perguntar para a população do Rio: “Se a gente tiver um real, você prefere investir na Parada Gay ou na compra de remédio para o hospital?” Este evento se mantém sozinho, ele não precisa de dinheiro público.
Quando a coisa é colocada dessa forma, fica claro que não é problema algum de “homofobia”, mas de bom senso na gestão da coisa pública, lembrando daquela premissa básica tão ignorada pela esquerda: recursos são escassos. Com tantas demandas prementes numa cidade “maravilhosa”, porém com muita pobreza e injustiças, fica claro que destinar recursos escassos do governo municipal para esses eventos é um desperdício, para dizer o mínimo.
Sobre “direitos humanos”, outra pauta forçada da esquerda, Flávio também se saiu muito bem, dizendo o óbvio: quem merece cuidados são as vítimas, não os marginais. Algo evidente para qualquer pessoa decente, mas espantoso para um esquerdista, que sempre toma o partido dos bandidos. Ele disse:
O foco dela será mudado dessa tradicional defesa de direitos humanos. No meu governo, nós vamos criar programas de atenção das pessoas vítimas dos criminosos. Soldado da PM que foi assassinado, a prefeitura vai dar assistência psicológica para aquela família, porque foi uma pessoa ordeira, morreu no exercício da sua função, vítima de um criminoso. A vida do crime é uma opção. Os defensores dos direitos humanos gostam de falar que eles não tiveram opção. Isso é uma falácia.
Ainda no que tange à segurança, Flávio Bolsonaro defendeu a tese da janela quebrada, da tolerância zero, usando a Guarda Municipal para combater os pequenos delitos, transmitir a sensação de punição ao crime, fundamental para reduzi-lo, para evitar a anomia:
O foco da Guarda Municipal hoje é arrecadação, combate ao camelô. Eu vou mudar isso. Ela vai fazer a segurança preventiva do cidadão. Eles vão ser treinados e qualificados para usar a arma de fogo na defesa do cidadão. Hoje, são 7.500 homens, e a legislação permite que a tropa chegue a 12.640. Vamos crescer este efetivo, obviamente dentro da realidade orçamentária que a gente vai aumentando. Há 1.200 que fizeram concurso público e já estão prontos, e eu me comprometi a chamá-los. A Guarda vai atuar no combate dos pequenos delitos, no que eu estou chamando de espaços urbanos seguros, os corredores comerciais, os pontos turísticos, locais de concentração de pessoas, como, por exemplo, a rodoviária e pontos de integração do BRT.
Por fim, sobre o projeto Escola Sem Partido, que busca combater a doutrinação nas escolas, Flávio foi enfático em sua defesa:
O senhor é um defensor da ideia de escola sem partido. Como a escola pública em sua gestão contará o que aconteceu no Brasil em 1964, quando os militares tomaram o poder de um presidente eleito?
Tem que contar de forma neutra. E mais: induzindo o aluno a pesquisar. O aluno vai para a internet, faz sua pesquisa, forma seu juízo de valor e vai apresentar para o professor, que não vai poder dar zero se o estudante achar que, naquela época, os militares impediram uma ditadura do proletariado no nosso país. É possível ter neutralidade. O que alguns professores fazem é formar militantes ao invés de estudantes. Não quero as escolas ocupadas com crianças sendo usadas como massa de manobra. Eu quero é que essas crianças ocupem o mercado de trabalho.
Aplausos! Flávio Bolsonaro tem se mostrado cada vez mais sensato e pronto para desesquerdizar nossa Prefeitura. Que ele dê um coro no socialista Marcelo Freixo e consiga disputar o segundo turno. Os cariocas de bem agradecem.

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