Arrumando as lembranças


Nesses tempos para mim melancólicos de Natal e Réveillon, em que sinto a falta de pessoas queridas que por algum motivo não estão comigo, resolvi arrumar meus papéis. E devo dizer que o que mais tenho no mundo são papéis. Escrever para mim é tão necessário quanto respirar, nem sei o porquê. Encontrei, entre tantas cartas, fotos, petit mots e lembranças, a minha oração favorita quando era menina e estudava num colégio de freiras que eu adorava:
Toma o meu coração
Virgem Mãe de Bondade,
Para dar-lhe repouso,
É que buscar-te vim.
Dos rumores da Terra,
Atroz fadiga o invade
E a tua voz secreta
E tão doce pra mim
Aí me lembrei que comprei recentemente alguns livros escritos pelo médico e biólogo francês Alexis Carrel, laureado com o Prêmio Nobel de Fisiologia (ou Medicina) em 1912. Considerado o pai dos transplantes, ele manteve vivos, por mais de 20 anos, tecidos extraídos do coração de um embrião de galinha. Ao testemunhar um milagre ocorrido em Lourdes, Carrel, que era ateu, converteu-se ao catolicismo. Escreveu livros como “O Homem Perante a Vida”, “ O Homem. Este Desconhecido” e “ Oração – Poder e Efeitos”, que resolvi ler.
Alexis Carrel afirma que a oração é um fenômeno espiritual: “ Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-la-eis — Marcos, cap. XI, 24“.
Segue um trecho da Introdução do livro, que comprei na Amazon Brasil, publicado pela Editora Mantra. E estou pedindo que Deus derrame as bênçãos de Paz, Harmonia e Compaixão sobre nós. Porque cada um de nós, sem exceção tem suas feridas secretas, que ninguém vê.
”Para nós, homens do Ocidente, a razão parece muito superior à intuição. Preferimos, de longe, a inteligência aos sentimentos. A ciência brilha, ao passo que a religião apaga-se. Seguimos Descartes e ignoramos Pascal.
Desse modo, buscamos desenvolver em nós, antes de tudo, a inteligência. As atividades não intelectuais da mente, como o senso moral, o senso do belo e, sobretudo o senso do sagrado, são negligenciadas quase que por completo. A atrofia dessas atividades fundamentais faz do homem um ser espiritualmente cego. Tal enfermidade não lhe permite ser um bom elemento constitutivo da sociedade. É à má qualidade do indivíduo que se deve atribuir o colapso de nossa civilização… “

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