A CPI da farsa


Nesta semana foi a vez do diretor-executivo da Prevent Sênior depor na CPI da Covid-19.

Imagem: Google Imagens – YouTube

O que se viu foi mais um espetáculo de baixo nível, para não dizer de mau-caratismo, com o senador de Alagoas, Renan Calheiros comandando o abate.

O intento do alagoano, de cumprir a agenda de execução do presidente Bolsonaro e de reverter sua ficha imunda a qualquer preço, é tamanha, que ele perdeu qualquer senso de respeito ao próximo. Se é que alguém que tem dezessete processos por desvio de dinheiro público contra si tem algum pudor.

Certamente, é mais um que se mantém no posto às custas de barganhas e muito dinheiro. Disso ninguém duvida.

O médico e gestor da Prevent Sênior, Pedro Benedito Batista Jr, como todos os outros depoentes, foi encurralado com perguntas maliciosas, com respostas embutidas, bastando a ele dizer sim e não.

Mesmo amparado e orientado por seus advogados a não revelar detalhes do estado de pacientes que vieram a óbito em hospitais da rede, os inquisidores tinham em mãos, cópias incompletas dos prontuários da mãe do empresário Luciano Hang, Regina Hang, e do médico Anthony Wong.

Ambos documentos foram subtraídos forma irregular, supostamente vazados por ex-funcionários, que tentam se vingar do ex-patrão.

Para quem apoia essa vexatória CPI, o fato de prontuários serem obtidos dessa forma, não configura crime para quem se prestou a esse papel, em que pese o caráter sigiloso da saúde de pacientes virem a público, sem um pedido oficial da justiça.

O próprio Luciano Hang, acostumado às estocadas da imprensa por ser apoiador declarado do presidente, ficou assustado de como o falecimento de sua mãe foi utilizado para incriminar a operadora de saúde, por defender tratamento precoce, com medicamentos demonizados pela esquerda e pela mídia militante.

A Prevent Sênior teve o primeiro óbito por Covid revelado no país, convênio que surgiu no mercado com especialização na terceira idade. Justamente a faixa etária mais vulnerável à Covid.

Os médicos da linha de frente da Prevent, no auge da crise e do aumento de infectados, debruçaram-se sobre os casos, em busca de alternativas eficazes para combater as infecções e sintomas mais graves. O que se seguiu todos sabem.

A hidroxicloroquina, um dos profiláticos usados em vários hospitais, tornou-se a vilã da história. Ou seja quem a adota como tratamento precoce está cometendo crime, mesmo sem haver proibição legal, baseada na ciência.

Mas só porque Bolsonaro a defende como alternativa de tratamento. Tudo errado.

Primeiramente, o presidente não deveria recomendar qualquer tipo de medicamento porque ele não é médico, depois quem o julga também não o faz por razão ética, nem por conhecimento. É só jogo político mesmo.

Pedro Benedito, ao ser convocado pela CPI, arrastou voluntariamente o universo de conveniados em sua defesa nas Redes Sociais, pelo fato de a Prevent Sênior ter montado toda uma logística de pronto-atendimento para pacientes com suspeita de Covid.

Além de criar postos para testagem, antes mesmo do resultado positivo, a rede enviou um kit de antivirais e vitaminas para os pacientes fortalecerem a imunidade e não contraírem a forma mais grave do vírus. Esse foi o pecado. Dizem que tinha cloroquina no pacote e que as pessoas foram obrigadas assinar documento concordando em consumir tais medicamentos. Mentira.

O fato é que na Prevent Sênior o número de casos graves despencou, diante do tratamento profilático adotado, na maioria dos casos. Obviamente, pacientes com comorbidades severas não conseguiram superar o ataque do coronavírus.

Por essa razão, Luciano Hang e Anthony Wong, entre outros, escolheram o hospital do convênio para tratamento.

O fato provocou a ira de outros convênios de saúde diante do fortalecimento da concorrente. E é justamente isso que está por trás das reações contrárias e das denúncias na CPI. Se engana quem vê ato criminoso na forma como a direção médica trata seus pacientes, mas porque cresceu muito nessa crise.

Pedro Benedito, seja virtuoso ou não, mesmo tendo optado por não revelar fatos e nem expor prontuários de pacientes tratados, não cometeu crime. Nos grupos de conveniados nas Redes Sociais, a grande maioria apoia o convênio e seu gestor integralmente.

Na guerra, ninguém questiona o remédio que vai salvar o soldado. E é disso que se trata. No campo de batalha da guerra civil espanhola, por exemplo, jogava-se “pó de sulfa” nas feridas abertas. E essa prática prevaleceu nas casas até o produto sumir do mercado.

Quem vai colocar no banco dos réus todas as benzedeiras e curandeiros Brasil afora, por ministrarem beberagens e infinidades de ervas às pessoas? Essa prática é mundial.

A cloroquina e a Ivermectina, mesmo sem indicação para tratar o coronavírus, estão sendo usados até informalmente, não só no Brasil mas no mundo. Só que aqui os argumentos são políticos e rasteiros, em especial por parte dessa corja da CPI mais vergonhosa do senado.

Enquanto isso medidas suspeitas e fascistas, como o tal passaporte sanitário são exigidos da população.

O direito de ir e vir morreu.

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