5 de março de 2024
Colunistas Junia Turra

Uma cultura que honra Beethoven!


Foto: YouTube

A música é uma das quatro Ciências que levam ao conhecimento no Quadrivium que era o método de ensino de Platão usado até o final da Idade Média… A Idade Média NUNCA foi idade das Trevas.
A música em Beethoven garantiu ao mundo estilos musicais como o rock.
Luca é alemão, tem família de origem russa com pé na Áustria e na Itália.  Poderia ser brasileiro, o nosso Brasil multicultural que há mais de duas décadas tem sido descaracterizado e destruído pela esquerda numa aparelhamento de corruptos e criminosos.
Luca tem 12 anos, sem pauta de gênero na escolha dele. Foi o “dente pra fora” que garantiu o apelido “Freddy”… “Freddy Mercury”.
Como de praxe na cultura europeia judaico-cristã / greco-romana a iniciação musical, experimentação com sons e instrumentos, começa no jardim de infância, depois na escola fundamental (não há criança fora da escola, ensino obrigatório, público e gratuito), onde há coral, e começam os instrumentos de sopro.
As crianças podem se matricular também num conservatório onde aprendem instrumento específico ou começam no curso com instrumentos de sopro, corda, percussão e teclado, queiram experimentar todos eles.
Depois, no ginásio, se  optar por ginásio de humanística, aprenderá artes, a pintura, música, e línguas como Grego antigo e Latim. Ensino público e gratuito.
Qual o critério de avaliação para entrar numa faculdade?
O aluno é avaliado desde a Escola Fundamental e não apenas nas notas, e não por um único professor. O desempenho ao longo dos anos é que garante o “depois”, caso queira ir para uma faculdade ou “Universidade por excelência”.
Lembrando ainda que… terminado o ginásio, os estudantes fazem uma “Praktikum”, um período de experiência, pode ser num supermercado, numa marcenaria, num atelier de Artes, numa agência de Publicidade, num Hospital.
No hospital por exemplo, vai carregar camas, acompanhar funcionários e fazer serviços de “base”, quem sabe limpar um banheiro?
Concluído  o “estágio” é dado um “Certificado” que anexado ao currículo escolar é levado pelo aluno para tentar a vaga numa Escola de Fisioterapia, Arquitetura, Artes, ou numa Faculdade ou Universidade por Excelência.
Os critérios de avaliação para admissão não são os mesmos do Brasil, onde o ensino virou um grande negócio para lavagem de dinheiro, enriquecimento fácil, troca de favores políticos.
Vale tudo menos o saber.
Aliás, dizem as más-línguas que Temer injetou alguns milhões numa certa instituição de ensino para garantir o arquivamento do tal impeachment.
Por essas e outras é que muitos desses filósofos, jornalistas, e tralalá, na grande mídia e também  nas redes sociais vomitando arrogância estão incluídos aqui:  60% dos formados nas faculdades brasileiras não conseguem escrever um texto básico com princípio, meio e fim.
E já foram os tempos em que filho de magnata brasileiro ia estudar num desses castelos ou institutos particulares na Alemanha, Áustria, Suíça.

Na verdade, é o mesmo ensino garantido na escola pública desses países. O comediante Jô Soares, filhos do grande cirurgião plástico Ivo Pitanguy estudaram em colégios internos na Suíça onde estudam filhos da realeza, de magnatas do mundo inteiro, como o “Chomp Chomp”, atual chefe de Estado da Coreia do Norte.
Hoje, mesmo com muito mais dinheiro, os filhos dos multimilionários brasileiros não entram nessas escolas: não há drogas, a disciplina é rigorosa, é preciso estudar e saber bem o francês, o alemão, o inglês…
……
Enquanto escrachavam Jesus no Carnaval brasileiro… nossas marchinhas de Carnaval, a nossa música ( “Brasileirinho”, Tico-Tico no Fubá) eram tocadas pelas ruas das vilas e cidades por onde o Carnaval passou.
Enquanto tantos arrogantes vomitam verdades absolutas de geopolítica, criam expressões: “empoderada”, “terrabolista” em contrapartida a “terraplanista” (termo que por si só  brange débeis mentais), o obrigado vira “gratidão”, ainda há vida inteligente no planeta. E muito bem afinada…
Luca não é Freddy, mas Freddy na idade dele também não era um  grande artista… E é devagar que se vai ao longe
Junia Turra

Jornalista internacional, diretora de TV, atualmente atuando no exterior.

Jornalista internacional, diretora de TV, atualmente atuando no exterior.

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