3 de março de 2024
Colunistas Junia Turra

O Brasil não é o mundo…

“Ai, final dos tempos!”. Que chatice.

Crie coragem para colocar a cabeça pra fora de si mesmo.

O Brasil nivelou por baixo.

Joga fora a cultura, princípios e valores. A palavra de honra, o contrato no fio do bigode, a verdade na ponta do lápis. O esforço, o empenho, o trabalho…

Quer a vantagem, aparecer e se dar bem…

Mas o mundo não é o Brasil.

O europeu continua a ter pouco, não é consumista. Tem um casaco de primeira linha e qualidade inquestionável pela vida toda. Pra que dois? Viaja pelo mundo, cuida do que está em volta.

Ah, destruíram a Natureza? Não.

Os romanos destruíram as florestas na Europa há muitos mil anos… Depois o bloco comunista DDR e União Soviética fizeram mais estrago.

Até que os europeus resolveram pagar a conta e arrumar a casa. A Suíça, a Alemanha, a Áustria, ex-repúblicas soviéticas, a Holanda, a Escandinávia… nadam em lagos, em rios, tudo limpo, as reservas são respeitadas e em muitas delas o público não pode entrar. Só especialistas.

Crianças desde cedo aprendem sobre fauna, flora local, não há animais abandonados, não permitem que “estrangeiros” depredem ou façam poda fora de época com a desculpa do jardim bonito ou porque detestam folhas que caem sujando tudo.

Não tem essa do “puxadinho” na casa e nem de jogar abaixo patrimônio histórico. O bem comum prevalece sobre o excesso pessoal.

Brasileiro gosta de superfície : frase feita de Nietzsche, Martinha Medeiros, com tantos iguais a ela na autoajuda de pseudo filósofos a monja songa monga.

O europeu reza em tradição. Mantém ritos, vive as estações, anda em família e grupos pequenos e se junta para gritar por Liberdade.

É nessa hora que o brasileiro se isola. E caga no maiô. O EUA não sabem o que é bem comum.

Na Europa existe igualdade social. Sociedade socialista com ensino gratuito, saúde pública, até remédios pagos pelo governo. Todos tem oportunidade, basta querer ser. SER…

Ah, não pode usar a palavra “socialista”?

E a palavra “Oportunista”?

E vem islâmicos e uns tantos brasileiros, por exemplo, e acham que estão em casa. Ucranianas pobres para um programa, e a trapaça explícita na vantagem do imposto que outro cidadão dono da casa paga.

Que tal 150 brasileiros presos na Itália, ali em Verona, por fraudarem a CNH e assim entrarem no sistema público de benefícios como se cidadãos italianos fossem?

As máfias que enfiam em Portugal mantendo em situação de escravidão centenas de brasileiros com a desculpa de garantir a eles cidadania…

Ou os 48 presos na fronteira da Suíça com a Alemanha tentando atravessar mulheres de 20 a 24 anos e crianças, filhas dessa. Todas a serem jogadas em países árabes.

E ali na cara do gol, esquina da avenida Paulista com a rua Augusta um sujeito sentado no chão totalmente “crackado” com uma criança de uns 3 anos, suja, vestida de saia curta e blusa rindo e cantando sozinha na inocência infantil.

Bem ao lado um homem mandando bGeijos para a criança. Voltei. Falei com o crackado baixinho: cuidado, a sua filha está sendo assediada.

Mas… estava louco demais… então falei bem alto:

Genteeee, não é possível, vamos acordar pra vida, a criança está sendo assediada. Olha ali, sentado ali. Várias pessoas olharam e deram de ombro.

Isso acontece toda hora, todo dia, e ninguém fala nada. Silêncio conivente.

Cadê a polícia? O serviço social? Cadê você?

Esses “mendigos” você não vê!

Quem sabe chamam a ex-MTV Soninha Francine que virou política e foi secretária do Dória na Prefeitura de São Paulo.

Sabe como ela deu jeito na questão da Cracolândia? Levou pra dentro de casa um viciado em crack, alcoólatra, para conviver com as filhinhas e a mamãe idosa dela.
Mas isso ninguém repercutiu.

Precisa ter aquele algo mais…

Ah, o mendigooo…

“O mundo vai acabar. Agora vai!”

Criem vergonha na cara. Os envolvidos são maiores, “vacinados” e pagam as contas deles sem a sua ajuda, certo?

O negócio é falar pela bunda, como diria vovó… Mendigooooooooooo, mendigooo, mendigoooooo…

O brasileiro gosta de falar da vida alheia no estilo as Cajazeiras do Bem Amado, obra que é um clássico.

Cuidado, dentro de cada família há uma ovelha negra.

Maridos que não saem do armário dentro de casa, mas foraaaaa… Filhos e filhas abusadas por irmãos, tios, primos ou pelos próprios pais, mulheres que apanham,
Casais que adoram uma suruba sado-masô.

Para tantos moralistas, que tal os filhos que “Craaau” na empregada aos 12, 13 e isso é falado na rede social com orgulho? Aí, pode? Estupro Cultural?

Ora… Normal!

Mas tem a versão mais atualizada desse “programa”.

Agora é fashion velhas plastificadas com dinheiro dar um craaau num pedreiro, marceneiro, porteiro. Qual a surpresa com o mendigo? Inveja?

São detalhes de um país sem classe, sem educação, que nivelou por baixo. O brasileiro hoje tem, não é nada.

Quem sabe um dia voltaremos a SER!

Junia Turra

Jornalista internacional, diretora de TV, atualmente atuando no exterior.

Jornalista internacional, diretora de TV, atualmente atuando no exterior.

1 Comentário

  • Odete Coelho 18 de abril de 2022

    Muito bom!

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