23 de maio de 2022
Colunistas Junia Turra

Ninguém lembra…

Pior do que isso, ninguém lembra de cobrar…Brasileiro tem memória curta. Ouve dizer, se contenta com uma fonte. Chamam de “professor”, quem interpreta sem a base do conhecimento sólido. E até de filósofo quem não ultrapassa a fronteira do “ser leitor”, numa geração onde se lia muito independente de cursar faculdade ou ter qualquer escolaridade.

Povo filósofo de frases feitas e verdades absolutas. Acham Nietzsche o máximo, mas desconhecem a Filosofia que nunca foi alcançada pela geração esquerdona caviar que foi brincar de “perseguido político na França e Itália”.

Nunca atravessaram a Suíça e Alemanha a não ser para um turismo ou esbórnia.

Nem pensar em dar uma olhada na Universidade de Basel (na Suíça), por exemplo, onde Nietzsche lecionou empurrado por Wagner. Lá há murais com pedidos e abaixo-assinados para tirarem o tal professor Nietzsche.

Imagem: Google Imagens – Contra os acadêmicos

O grande compositor é que indicou e segurou e o elemento no cargo, apesar dos pedidos dos alunos para que ele caísse fora de tão doido que era. Aulas sem pé nem cabeça…

O que os brasileiros não sabem é que nos departamentos das Unis por excelência na Europa e Ásia – e nós não temos no Brasil nenhuma faculdade particular ou Universidade pública com nível de ” excelência” – nos departamentos de Filosofia TODOS os professores tem que saber o geral muito bem para substituírem uns aos outros e depois vem a área específica de cada um.

Filologia era a especialidade no caso do Nietzsche. Mas, entrou tãa somente pela indicação de Wagner. Ficou conhecido por causa de Wagner. Era ruim. Mas fica bom no nível de quem não alcança os verdadeiramente bons. E… os desconhece.

Nietszche era um sujeito tão louco que tentou destruir Wagner de todas as formas tamanha inveja paranoica.

Envenenou o cachorro do compositor e tinha ataques de ira pelo amor e relacionamento harmonioso de Wagner e a esposa.

Nietzsche… Um desses “indicados” tão fácil de entender, que até FHC, substituto por indicação por uns meses na Sorbonne, usa e abusa do tal.

E assim falou Zaratustra.

E ficou nisso. Esquerda e direita adoram o “meia pataca”.

Ninguém dá mais do que pode.

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Jornalista internacional, diretora de TV, atualmente atuando no exterior.

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