Deu, deu por 2019!

Imagem: Arquivo Google – Portal Mundo

Vai acabar o ano e vou lavar a alma. Você tem 365 dias pra ler ou ignorar. Ponto!”

A tecnologia nos possibilitou um mundo de alternativas, mas há quem se contente com pouco. Quem pode o mais pode o menos, mas o inverso não é possível.

Quanto maior o ego, a arrogância, a “adjetivação” e a necessidade de dominar o outro e submetê-lo à verdades absolutas, menor o conhecimento, e menor é o ser.

Ser medíocre ou grande?

“To be or not to be” era a frase original de Shakespeare. O ator incluiu no ensaio “that’s the question!”. William Shakespeare incorporou o “caco”. Ou seja, o grande autor, escritor, não se ofendeu, pelo contrário, assimilou a colocação do outro.

Mas ser ou não ser, é a pergunta que você responderá. “To be or not to be, that’s the question you will answer!”

No momento ainda podemos buscar o conhecimento através da rapidez tecnológica oferecida a todos. A diferença é a forma de usá-la. A grande maioria se reúne em bando, quer ficar famosinho e formar opinião. Ali de olho na vantagem pessoal. É a mentalidade que impera no país, sim!

Essa grande maioria, se iguala – não tem esquerda ou direita, pobre ou rico, tanto faz a idade: é a mentalidade rasa. São todos mais do mesmo.

Só que vão ficando para trás. Aliás, no lugar de onde nunca sairão, presos em si mesmos. E para lembrar o grande filósofo Santo Agostinho: “há quem perca tesouros incalculáveis por vantagens medíocres”.

POR OUTRO LADO…

Tem tanta gente buscando mais para crescer, aprender e ser mais… E ao buscar no outro encontra-se: assim, amigos! E não estar presente fisicamente não é ser virtual. Há tanta gente real que não significa nada pra nós.

Amigos de uma vida continuam, se saídos da mesma forma com ingredientes diferentes. Não importa de onde são.

Assim unidos no começo, pelas afinidades, seguimos juntos.

Ah, amigos assim se reconhecem e sabem quem são, não importam as diferenças, as divergências, o tom a mais, nem a distância. Nada separa. Porque a vida continua de outra forma depois. E seguiremos adiante. Quer queiram, quer não.

Aliás, por falar nisso…

Vale a máxima: amai ao próximo como a ti mesmo.

Primeiro é preciso se bastar e se amar.

Somos SIM todos iguais, humanos. Em dois sexos, masculino e feminino.

Já a opção sexual por livre e espontânea vontade cabe ao âmbito pessoal e intransferível.

Somos todos iguais, independente de raça, cor, credo. Diz a nossa própria Constituição.

E dê o nome que você quiser, mas mulheres que lutaram por salários iguais na mesma função e jornada de trabalho fizeram a diferença.

Feministas? A palavra cabe para quem se iguala na justiça: equidade, o justo! E semântica e semiótica parece não ser lá o forte dos “intelectualoides Uga-Uga” a versão que se iguala do outro lado, mas na mesma boçalidade das feminazi.

Difícil é tentar explicar para quem sequer compreende o ativismo de Direita na Europa: não sabem quem são os ativistas, não acompanham a mídia alternativa do exterior e acham que são os que estão mudando o mundo. Chegaram atrasados.

Mal falam Português e nem se deram conta que o governo tenta desarticular um esquema que nos jogou no abismo: o país mais violento do mundo e o segundo em analfabetismo atrás do Congo.

Oiê, imagina se você escapou dessa mentalidade?

Não pode falar “feminismo”, jura que a palavra é de esquerda, mas fala empoderamento!

Muitos podem ter morado na Europa, nos USA, na Lua, mas não saem de si, do gueto e se julgam superiores aos donos da casa. Não desconstroem, logo o outro é errado e inferior. São idênticos aos radicais islâmicos enfiados na Europa e no Brasil também.

Assim são os radicais. Ofendem, espancam, matam. No mundo virtual e no mundo real.

EM ROMA COMO OS ROMANOS!

Corra desses que conhecem tudo porque “tem uma amiga que mora lá” , “morou ou mora lá”, “passou por lá e conhece o mundo todo”.

Não sabem o que é amostragem… No caso deles é como a cidade fashion do momento escolhida para mandar filhos inúteis: Colônia, na Alemanha.

Para eles seria: “Em Colônia” como os “colonos”. Mas deveria ser “Em Köln como os romanos”…

Não entendeu????

Leia:

“ColÔnia Claudia Ara Agrippinensium”, cidade romana, fundada pelo “Kaiser Claudius” no século V depois de Cristo. Quer que desenhe?

Voltando a amizade… se é amizade é real. Amizade só existe se eu existo sem você e você em mim. Se eu sou livre e você também. É algo que não se rouba de ninguém, não é possível corromper para ter. Algo que exige ação e nunca omissão.

Eu não pertenço a grupo algum.

Amo o desconhecido e caminho pra frente. Quando perdi o meu pai, amigos de todos os lugares do planeta, das mais variadas crenças e culturas, com palavras e gestos me ajudaram a seguir adiante.

E enquanto os “Judas familiares” me jogaram na arena, Caim tentava dar fim no atônito gladiador Abel, que era eu, encheram a arena de vendilhões do templo e consecutivamente buscavam cooptar na Justiça “Poncio e Pilatos” que lavavam as suas mãos…
as mãos apareceram…

O milagre da vida…

Porque a metáfora estava ali, eu não perdi nada. Não perdi meu pai. Ele soltou as amarras e foi adiante. E eu, então nunca mais precisei voltar para trás, para o porto seguro. E nunca avancei tanto. Venci medo, sobrevivi a dor e me transformo, indo livre adiante. Cada vez mais feliz e capaz de escolher aqueles que quero perto de mim.

Eu observo…
E penso.
E reflito.
E desconstruo.
E aprendo.
E dou valor às pequenas coisas:

– pessoas que me deixam sem palavras quando agradecem porque eu as “respondo”, ou pelo que escrevo, ou pela oportunidade de reflexão, por terem aprendido algo de uma maneira que me mostra o quanto sou importante de verdade pra eles.

É a generosidade de elevar o outro. Generosidade deles! Grandeza deles! Humildade deles!

E não me pediram currículo.

Eu poderia desfilar títulos, prêmios, experiências profissionais, as pessoas com as quais eu convivo e conheço, os locais que são lugar comum pra mim, nessa terra redonda. Definitivamente uma bola: redonda.

Sou jornalista profissional, repórter de jornal, revista e TV, diretora de TV, jornalismo, esportes, de TV inteira, já montei núcleo de jornalismo, cinema, Publicidade, estúdios em Universidades… fiz Direito, e nessas etapas de “titulação” Economia e Política, Semiótica – a manipulação do signo, da palavra, imagem, a propaganda, mídia, da cultura à loucura humana (da Psicologia à Estética e Arte).

Faço cinema, documentários, séries, reportagens, propagandas… Escrevo scripts, escrevo… E você nem sabe.

DEU ECO!

Trabalhei com Milos Forman, o diretor tcheco. Pedi a Umberto Eco para me orientar em Semiótica na cara de pau, porque meu orientador no Brasil achava que Clarice Lispector e umas abiloladas suecas eram o referencial e ele não.

“Caro Eco, tem alguma coisa errada. Que mulheres ruim de escrita. Me ajuda! Eu estava na Universidade Karlova em Praga e tinha achado uns livros raros de Charles Sanders Peirce que no Brasil os professores da linha da semiótica francesa não gostavam. Eco me respondeu se eu preferia ficção ou realidade e que talvez o meu orientador estivesse certo. Uma semana depois lá fui eu até a biblioteca dele “que até Deus duvida” em Milão.

Oswaldo França Júnior disse que eu tinha que ser jornalista e escrever livros quando fui entrevistá-lo pela escola e timidamente mostrei minha colaboração a um jornal do interior.

Fernando Brant escreveu num bar em “Belzonte”, numas férias em que eu por lá estava, um bilhete que guardo. Eu ali falando como se nem fosse o Fernando que depois descobri que era primo e amigo do meu pai.

EU E CLAUDIA

Já passei a madrugada na Oscar Freire com Cláudia, a Schiffer, sentada na calçada. Eu, ela e o irmão dela Stefan.

Só porque numa dessas entrevistas que todos perguntavam: o que vc acha dos homens brasileiros, você comeu feijoada, você viu as mulheres brasileiras e a criatura tinha acabado de chegar no país pela primeira vez, euzinha, que começava a aprender alemão, perguntei a ela: fala sobre o conceito de beleza em Kant.

Claudia, surpresa, respondeu: Mas Kant trata de leis, do Positivismo. E eu respondi: exatamente, você pode fazer uma analogia?
La Schiffer falou animada por meia hora. E ainda bem que o tradutor traduziu tudo. Meu alemão era pífio… Quase fui linchada pelos jornalistas.

Não acabou!

No outro dia meu nome nas colunas dos jornais como a repórter de tal emissora que resolver intelectualizar a coisa num diálogo excludente com Claudia Schiffer.

E, quando ao final da coletiva de imprensa eu e a equipe íamos saindo, veio o irmão dela: “Cláudia gostaria que vocês ficassem para almoçar com ela” . E naquele dia mais tarde, eu no meu apartamento que ficava a poucas quadras do hotel onde ela e a família estavam, recebo visitas. Toca o interfone, ela, o irmão e a mãe.

Subiram. A mãe ficou no meu apartamento de pés pra cima no sofá vendo TV, eu, Cláudia e Stefan, descemos até a Oscar Freire. Ela sem make Up, largada na calçada.

Rimos, bebemos e subimos o morro cantando abraçados. E bem naquele dia mais cedo, gente lá da família, os Parenti Serpenti (título do filme de Mário Moniceli), tinha me ligado e falado que iam passar o Ano Novo no duplex do tal Henrique Meireles no Rio mas como eu era tipo ” sem vaidade” eu não seria incluída.

Mas gente do céu, eu sendo tão reles aos olhos deles, como pude não ser vista dessa forma pela Claudia?

É por isso que eu observo… Seja comigo ou com os outros…

FALO MAIS QUE POBRE NA CHUVA

Falo várias línguas, penso em várias línguas. Sou um pouco de cada povo e sou uma brasileira raiz, do país que já foi considerado o mais multicultural do mundo.

Sou considerada pela “velha escola”, troco ideias com os mestres. Eles gostam de mim, não pela intelectualidade: não sou intelectual, nem filósofa, porque não tenho paciência para ficar num lugar e num mesmo assunto por muito tempo.

Mas gostam porque conto histórias porque tenho umas tiradas que até eu rio e sabem que não consigo mentir. Isso é bom e é ruim.

Às vezes dói. Mas muitas vezes, salva.

Sabem que podem contar comigo. E ninguém saberá.

As pessoas tem dores horríveis na alma, sejam as figuras mais importantes ou as mais reles.

E as vezes elas percebem que tem quem goste delas de verdade, fora dos holofotes ou de qualquer outro viés.

Sou movimento constante.

Um dia num evento elegante, dessas coisas que parecem sonho.

Outro na lama, vendo a miséria humana, fedendo igual a gambá, onde as dores da alma e do abandono parecem não ter fim.
Restos de corpos, gente correndo, feridos….

Na Bielorrússia ou na Ucrânia. Nas periferias do Brasil onde nem os políticos vão. Na trincheira da Síria. No metrô na Turquia, nunca vou me esquecer, ao voltar para ler o papel que três crianças mostravam sentadas no chão fui puxada aos safanões e ofendida pelas mulheres turcas que me acompanhavam por eu ter parado para falar com “animais”.

Na UNESCO, no centenário de Marie Curie, ano internacional da Química, em Paris numa parceria com um dos maiores nomes da fotografia e um dos mestres mais paparicados da área. E tão lindo…

Em Davos… momento histórico e perdi a foto com Bolsonaro porque vi na expressão dele a dor e a fragilidade física após a cirurgia, viagem longa, do verão para o inverno mas a determinação em estar ali por um povo. E eu ia pedir uma foto? Não!
Naquele momento em silêncio fiquei ali olhando pra ele e mentalizei: “Obrigada! Muito obrigada!”

O povo elegeu Bolsonaro. O povo!

A METÁFORA DO AMOR E DA VIDA

Quando perdi o meu pai, não faltaram mãos a me puxar porque, na ausência dele, a família tentava me destruir. Mesmo! Tudo, queriam tido só pra eles. O que era do meu pai e o que é meu.

Porque eu e meu pai tínhamos a mesma luz e eles não têm luz.

Sabem que jamais serão como nós. O que é essa luz? A capacidade de fazer amigos verdadeiros, enquanto eles têm a capacidade de destruir. Pena, porque seria mais fácil produzirem e serem felizes.

Mas assim é nas famílias. Você tem sim um parente desse tipo. E vemos isso num país onde aparecer, ter e causar é referencial.
Não é da turma? Não compactua com cada letrinha? Fez uma crítica? Engole o tarja preta e taxa o outro de inimigo. Mas inimigos nos trazem amigos ainda maiores e nos possibilitam elevar e aprimorar. Ah, que espetáculo é isso.

Assim, num dezembro como esse, eu fazia uma escala e ouvi meu nome sendo chamado para eu me dirigir a “sala tal”. Eu tinha ainda uma hora para o embarque. Fui até lá. E ele me abraçou . E eu chorava cântaros. E ele me disse: eu sei o que você sente. E eu tremia e chorava e ficamos ali abraçados chorando, eu e ele e sentamos no chão.

E ele me contou que sempre ia esperar o irmão chegar do serviço militar, e ele o abraçava, até que um dia, o irmão foi levado e não o abraçava mais, não falava mais coisa com coisa. E não falamos nada.

Eu tive que ir e como sempre, ele repetia: “não esquece, as pessoas sabem tudo” e o sorriso atravessado. “Sabem mais do mundo que o Criador, mais da obra que o próprio artista, mais de nós do que nós mesmos”.

Mas aí rimos. Alto… E rimos de doer a barriga. E a resposta pra eles? Ele correu e disse no meu ouvido: “let’s tell them You don’t know a half!”

A frase ele usava sempre. Tenho gravado quando ele falou para uma plateia numa certa gravação. E está no meu perfil.

O autor dela se chama David… David Bowie

Feliz Ano Novo!!!

https://www.facebook.com/juniaturra/videos/10158181721379560/

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