Que o nove venha

Imagem: Sachin Agarkar

Embebido em canções de estrada, blues
E também canções clichê
Que seja elétrico, ao mesmo tempo que inevitável e esperançoso,
Em seus dias ainda curtos
E noites de estrelas impassíveis.
Que o nove traga as óbvias flores de sempre,
Mas seja filigranas e rendilhado como vitrais e iluminuras de livros.
Ah, livros,
Que o nove os traga bons, que durem pouco, que sejam devorados e muitos,
Como amores breves e vãos,
de vãos de esquinas mal iluminadas.
Que o nove venha,
poderoso como um arco-íris!
Como as lendas antigas
E música country tocada em cafés de rua.
Que o nove traga vinho, por favor,
para embriagar as madrugadas,
insones,
embebidas em desejos,
insanos
(ou quase)
E café para as manhãs frias e selvagens,
de céus azuis pálidos e talvez neon.
Que o nove venha
Sereno e terno e solene
A preparar a estrada de luz dourada de ocaso
Que leva ao sublime amanhecer
Do doze.

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