23 de maio de 2022
Joseph Agamol

Bolsonaro e o modus operandi da esquerda


Hoje estava assistindo a uma mesa-redonda e, durante a apresentação dos participantes, um deles saiu com essa, ao ser cumprimentado pelo apresentador:
– e então, como você está?!
– estou ótimo! TRINTA E NOVE QUILOS mais leve!
Depois dessa maldosa e totalmente fora de propósito – em um programa esportivo – alusão ao caso do militar preso com drogas e que fazia parte da comitiva presidencial, mudei de canal.
O caso que relatei acima não tem nada de especial – ao contrário, é bem comum e exemplifica de forma clara como funciona a “máquina de guerra” cultural esquerdista.
O processo é bem simples: as organizações superiores, os caras que estão no comando, os pensadores, os verdadeiros Coringas, Lex Luthors e Darth Vaders da política brasileira, dão as ordens.
Em seguida, as ovelhinhas de George Orwell – para quem não leu A Revolução dos Bichos, as ovelhas eram os membros da granja que só sabiam balir chavões e clichês – repetem à exaustão as palavras de ordem que lhes ensinaram.
E é a exaustão mesmo: páginas de Facebook, grupos de WhatsApp, programas de TV, filmes, tudo, enfim, que possa ser usado para difundir, entre a gigantesca parcela da população que não faz a menor ideia das forças titânicas – e tirânicas – que pairam sob suas cabeças, a versão dos fatos que ELES querem.
É assim que se constroem, divulgam e sedimentam as narrativas.
É assim que tanta gente acredita que a Reforma da Previdência só vai penalizar os pobres, por exemplo.
E que não há provas – apenas “convicções” – da culpa do Voldemort de Garanhuns.
Ou que a ex presidenta foi vítima de um “golpe”.
E que o ministro Moro trabalha para a CIA.
Ah, e que a Venezuela só está em crise porque os americanos malvadões estão de olho em seu petróleo, viu?!
E é assim que tanta gente vai passar a crer que o presidente Bolsonaro tem alguma coisa a ver com o caso do militar preso com drogas.
Uma frase famosa diz que uma mentira repetida mil vezes pode ser vista como verdade.
No caso do Brasil, as mentiras não são repetidas mil vezes.
E sim berradas aos milhões, na TV, nos jornais, na internet.
No caso do Brasil, as mentiras não se tornam verdades.
E sim leis insofismáveis que quase ninguém ousa desafiar.

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Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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