17 de abril de 2024
Colunistas Joseph Agamol

“Nos imensos ombros logo a cabeça ergue o Brasil”

imagem: “Os primeiros sons do hino nacional” de Augusto Bracet

É um trecho pouco conhecido da letra do hino da independência do Brasil, aquele que a molecada antigamente parodiava: “japonês tem quatro filhos”, só uma parte do imenso desrespeito que os filhos da pátria tem com os símbolos do país.

O fato é que o hino da independência sempre foi meu preferido, junto com o hino à bandeira. Gosto da melodia, suave e introspectiva, em contraste com o belicismo fake do hino principal. Gosto da letra, até os trechos que foram expurgados da versão principal, como o que dá título ao post, e gosto principalmente do fato de que a composição da melodia é atribuída a D. Pedro I.

Isso porque, desde moleque, Pedro, o primeiro, é meu personagem histórico brasileiro favorito. Gosto de praticamente tudo nele, até de suas contradições – ou principalmente delas, que o fazem tão humano.

Guardo na lembrança de guri os dias 7 de Setembro, e a exibição na TV, infalível como Bruce Lee, do filme em que Tarcísio Meira interpreta de forma definitiva o imperador. Aliás, Tarcísio é um dos poucos atores brazucas que me enchem os olhos, ao lado de Paulo Autran.

O fato é que Dom Pedro I, para mim, o símbolo de um Brasil que poderia ter sido e não foi, com sua história pessoal riquíssima, que termina com sua redenção em Portugal, aclamado como D. Pedro IV.

Eu fico aqui, nesse dia da Independência, na torcida para que, um dia, o Brasil honre ao menos uma parte da letra que Evaristo da Veiga complementou a bela melodia de Pedro – o nosso grande.

Joseph Agamol

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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