23 de fevereiro de 2024
Colunistas Joseph Agamol

Eu sou um cara meio estranho

Dias frios mexem comigo. Lá vou escutar Led Zeppelin (“The Winds of Thor are blowing cold”, como diz a letra de No Quarter), Jethro Tull e musica celta, folhear Tolkien e buscar antigas histórias de fadas das charnecas de Gales e Escócia. Ou Cymru, o nome galês para… Gales.

Sim, eu sou um cara meio estranho, como diria o Ney. Gosto de pés femininos. De frutas com coca-cola. Da dor bitter sweet que sinto quando vou à dentista. E nutro paixões platônicas por gente do passado e por lugares de sonho. Como Gales. Cymru.

À simples menção do nome, basta fechar os olhos – ou nem preciso fechar – e lá sou eu levado de roldão para paisagens como as da imagem. A propósito, o lugar da foto chama-se Fairy Glen. Apropriado, eu diria.

Gales me lembra caminhos de terra cercados por relva e charnecas. Círculos de fadas e anéis de elfos. Droga, com a música CERTA eu sou capaz até de sentir o CHEIRO da fogueira onde eles se aquecem! Gales me lembra um tempo onde os homens dividiam o mundo com forças maiores e desconhecidas. Castelos abandonados. Espadas incrustadas em rochas. Você pode ouvir os fogos de artifício? Talvez vislumbrar Gandalf?

E se firmar bem o olhar e tiver sorte, quem sabe você poderá vislumbrar um magnífico cavalo branco por entre o bosque. Shadowfax. Não gosto de me embrenhar muito nesses lugares de sonho. São lugares de poder. Fico com receio de não achar mais o caminho de volta. Como, quando criança, fui entrando cada vez mais no mar oceano, cada vez mais e juro que ouvia vozes de ondinas me chamando. Consegui voltar à praia. Mas o canto delas era tão lindo, tão lindo! Por um triz!

Gales é um dos meus lugares de sonho.

Joseph Agamol

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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