23 de fevereiro de 2024
Veículos

Toyota Prius 2023: cansei de ser bonzinho

Este arrojado carro dourado, de adjetivos rimados e jeito algo futurista que você vê nas fotos é o novo Toyota Prius, modelo híbrido (combustão+eletricidade) que chega agora a sua quinta geração. E o motivo de eu falar sobre ele aqui, hoje, é que, pela primeira vez, olhei para suas linhas com alguma admiração. E, embora isso seja uma questão de gosto, claro, é quase um mantra entre os que gostam de carro dizer que o Prius é um dos automóveis mais sem graça de todos os tempos – ainda que descontadas doses de despeito. Pois bem, a depender, pelo menos, de seu novo design, os tempos enfadonhos parecem ter ficado para trás.

Lançado em 1997 (ao lado), o Toyota Prius foi um dos pioneiros da combinação entre um motor a combustão e outro(s) elétrico(s) em automóveis. Mais do que isso, ele tem sido até aqui o mais bem-sucedido deles, mantendo-se no mercado e sendo apreciado por uma legião (somavam 5,77 milhões até abril deste ano) de compradores. Me lembro que quando desembarquei na Califórnia, lá por 2014, cheguei a comparar sua popularidade por lá à do Fusca por aqui nos anos 1970/80, tamanha a quantidade deles que se via nas ruas.

Além do visual ao mesmo tempo diferentão e conservador (ao lado, o modelos 2004), a tal fama de “chatice” do Prius também se referia ao seu comportamento manso e seu jeito, digamos, meio monótono de ser. E isso também parece que muda nessa geração. Além das novas linhas ele traz pela primeira vez uma opção plug-in – recarregável em tomada –, além da tradicional híbrida “pura”, que usa somente a energia gerada a bordo. Com essa configuração, que foi a única divulgada até agora, ele contará com um motor a combustão de 2.0 litros a gasolina, capaz de gerar 148cv de potência, que combinados aos outros 160 cv do colega elétrico, totaliza bons 223cv de potência.

Como comparação, a geração anterior, que chegou a ser vendida aqui no Brasil (ao lado), contava com menos estimulantes 122 cv totais em seus propulsores combinados. A parte elétrica é sustentada por uma bateria de 13,6 kWh, que fica debaixo do banco de trás (antes, eram somente 8,8 kWh). Com tudo isso, a autonomia no modo elétrico chega agora a até 94 km.

Segundo os engenheiros da marca, o modelo cresceu no entre-eixos e na largura (5,0 e 2,2 cm, respectivamente), o que significa mais espaço interno para os passageiros, tendo porém encolhido no comprimento e na altura (4,6 e 5,0 cm, respectivamente).

Por dentro, o carro ganhou um banho de loja e de estilo, recebendo um painel digital renovado (abaixo) com estilo semelhante ao do irmão crossover bZ4X.

O novo Prius chega primeiramente ao Japão e à Europa, mais tarde aos EUA e – especula-se –, depois ao Brasil. Cá entre nós, isso não me parece muito provável, já que a Toyota daqui já tem outros modelos híbridos, produzidos localmente (por enquanto, o sedã Corolla e o SUV Corolla Cross) vendendo direitinho e provavelmente custam bem menos que esse aí, chegando importado, custaria. Foi isso, aliás, que decretou a interrupção das vendas do modelo por aqui, faz algum tempo. Mas, quem sabe?

Fonte: Rebimboca Comunicação

Henrique Koifman

Jornalista, blogueiro e motorista amador.

Jornalista, blogueiro e motorista amador.

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