Test-drive com o Hyundai Elantra em 1993

Ei aí acima mais um “achado” nos meus arquivos dos anos 1990. Desta vez, o carro com o qual faço essa pose blasé é um dos modelos que a então desconhecida por aqui Hyundai trouxe para o nosso mercado, o Elantra – modelo que permanece em produção, após várias gerações de modernização. Naqueles dias, a marca coreana chamava mais a atenção pelo baixo custo de seus carros – entre eles uma versão mais antiga do jipe Mitsubishi Pajero e um sedã compacto –o Excel, tão defasado que, se não me falha a memória, ainda usava um platinado em seu sistema de ignição. Aos olhos de hoje, é notável a evolução da empresa, que àquela altura parecia ser uma mera repetidora de receitas alheias e, hoje, é capaz de lançar produtos que influenciam seus concorrentes.

O Elantra, apesar de não ter lá um desenho muito original, oferecia um bom pacote de acessórios e câmbio automático, o que não era tão comum por aqui nos modelos nacionais. Seu acabamento era bem simples, mas honesto. E me lembro que, quando entrei no carro para as primeiras voltas do test-drive, fiquei com a (má) impressão de que os materiais usados em sua construção e acabamento eram menos resistentes que os usados nos carros que dirigira até então.

Com o tempo, porém, cheguei à conclusão que aquela sensação estava mais associada à quantidade de plásticos – talvez maior que a usada nos modelos nacionais – e ao isolamento acústico da cabine, que não era dos melhores. De resto, seu conjunto mecânico era até espertinho, com o motor 1.6 de 16 válvulas gerando 114cv de potência e 14,2 kgfm de torque, suficientes para levá-lo com desenvoltura.

O espaço interno era bacaninha e o porta-malas tinha bom acesso. Tudo isso por um preço bem competitivo.

Essa foto lá de cima nós fizemos na praia de Grumari, aqui no Rio, para onde levávamos muitos dos carros atrás de um belo cenário e de pouco movimento. Na matéria que fiz para a revista (abaixo), argumentei que aquele carro indicava o caminho que os fabricantes coreanos – além da Hyundai, também chegou por aqui na mesma época a sua irmã Kia – haviam escolhido para conquistar o consumidor brasileiro: bons pacotes de acessórios e preços atraentes. Funcionou.

Fonte: Blog Rebimboca

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