Diário da crise VII

Começam a surgir as notícias para as regras de transição. O isolamento não pode durar para sempre – é algo que sempre digo para os que o contestam. No entanto, quando cair a quarentena não significa um grito de liberou geral.

O futuro nunca será o mesmo, pelo menos o futuro imediato. As universidades e escolas, segundo o projeto do Ministério da Saúde, podem permanecer fechadas por todo o mês de abril.

Os idosos, por exemplo, devem manter o isolamento social nos próximos três meses. O governo fala em acionar as pessoas que ganham os R$ 600 por mês, o chamado coronavoucher, para monitorar os velhos que saem as ruas e conduzi-los de novo para casa.

Desse jeito será realmente difícil, um idoso sai à rua e um batalhão de fiscais o reconduz para casa. Tudo bem.

Essas regras no entanto precisam ser moduladas. No caso dos idoso, por exemplo, mais três meses de confinamento deveriam implicar também numa regra do banho de sol.

Segundo os médicos, os banhos de sol nos propiciam a vitamina D, importante para nossa imunidade.

Aliás quem já esteve na cadeia, sabe que o banho de sol é uma forma de manter a saúde dos presos.

Os primeiros meses da transição devem conter também uma série de advertências para evitar a eclosão de uma segunda onda do coronavírus.

O plano ainda não foi divulgado nos detalhes. Mas grandes aglomerações, por exemplo, devem ser evitadas. Os transportes coletivas têm de circular com mais espaço entre as pessoas, evitando levar gente em pé, enfim um conjunto de pequenas coisas que podem deter a segunda onda, ou reduzir muito seu impacto.

Vou esperar as decisões para analisá-las, inclusive à luz da experiência internacional. A Suécia, por exemplo, tem regras para funcionamento de restaurantes: só se pode comer nas mesas, é proibido aglomerar em balcões.

Quanto ao banho de sol, através de um grupo de médicos, mandei a sugestão para o governo do Rio. Não sei se será levada em conta. Os médicos de Turim lançaram um estudo defendendo essa alternativa.

Afinal o sol nasce para todos, é preciso pelo menos alguns minutos dele para nós, o grupo de risco.

Fonte: Blog do Gabeira

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