20 de julho de 2024
Carlos Eduardo Leão Colunistas

Escrever ou não escrever: eis a questão!

Escrever é um estado de espírito. Só devemos fazê-lo quando for impossível não deter esse impulso.

“Bom dia, Cadu! Parou de escrever?”

Fernando Bhering é um amigo fraterno. Destes que possuem uma cadeira cativa no camarote do coração. Bhering é meu leitor assíduo e, como tal, sempre na espera de acordar domingo e ler minhas mal traçadas linhas.

Outro dia me perguntou, também pelo WhatsApp, se eu continuava gostando do ex-PR. Lembrei-me de um texto que circula nas redes que coincide ipsis litteris com o meu pensamento. Na realidade, Bhering, eu gosto mesmo é de mim, da minha família e da minha descendência. FAMÍLIA não é uma “coisa importante”. É tudo! É a bússola da alma e do caráter.

Gosto de plenitude de espírito que somente a LIBERDADE, latu sensu, nos proporciona. Essa mesma que me permite responder-lhe nesse texto, mesmo que ainda. Gosto de agradecer a Deus por esse privilégio, pois ser CRISTÃO, ter fé, e poder propagá-la, fortalece o meu espírito e a minha esperança, mesmo que ainda.

Gosto imensamente de saber que temos alguns poucos veículos de IMPRENSA LIVRE que informa a notícia tal como ela é, mesmo que ainda. Gosto também de me sentir protegido por uma SEGURANÇA PÚBLICA que prende facínoras, não os solta e que nos dê a opção da LEGÍTIMA DEFESA, mesmo que ainda.

Gosto da boa EDUCAÇÃO, da escola sem doutrinação, do respeito pátrio, do amor aos nossos símbolos, da brasilidade. Especialmente por ser médico, gosto da boa SAÚDE e da máxima atenção que ela merece. Gosto de saber que os nossos impostos devem ser destinados direta e indiretamente para ela – a saúde – como, por exemplo, saneamento básico, rodovias, hospitais, postos de atendimento e similares. Adoro saber que nosso dinheiro deve obrigatoriamente ficar por aqui, mesmo que ainda?

Portanto, não se trata de gostar ou não do homem ou do político. Trata-se apenas de afinidade de pensamento, de credo, de atitude e de visão pátria. Se tudo que acabo de escrever coincide com o pensamento do ex-PR, então a resposta é sim.

Quanto a “parou de escrever?” tenho a dizer-lhe que a crônica é um texto escrito em 1ª pessoa, portanto opinativo, e altamente dependente da inspiração. Respondo-lhe com algumas perguntas. Inspirar-se em quem atualmente, amigo? Inspirar-se em que relevância de fatos? Canetas, Marcos Reguladores, Aborto, Discursos, Lei dos Banheiros?

Sorry, Bhering, mas nada disso me instiga, me persuade ou me sugestiona. Mas de uma coisa você pode ter certeza: continuo esperançoso no Brasil, mesmo que ainda. E continuo amando o Brasil, mesmo que sempre!

Abraço forte.

Carlos Eduardo Leão

Cirurgião Plástico em BH e Cronista do Blog do Leão

Cirurgião Plástico em BH e Cronista do Blog do Leão

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