22 de julho de 2024
Adriano de Aquino Colunistas

O Ministério da verdade?

Musk é o bad boy que, os justiceiros politicamente corretos, pretendem usar como o modelo de degenerado, que precisa ser parado, enfiado numa camisa de força e submetido à reeducação social.

Os jornalões não suportam gente rica e atrevida. Estão habituados a lidar com milionários que esbanjam parte de suas fortunas para aparecer bem na fita, se mostrando sensíveis e preocupados com as mazelas do planeta, investidos no papel de agentes do bem estar social.

O povo de Davos, por exemplo, é o queridinho dos editores.

Pouco importa o que está por trás do bom mocismo da galera de Davos. O importante é que essa ‘elite’, que define e pretende disciplinar os padrões morais que a população global deve seguir, sem questionar, consolide seus negócios.

O bad boy Musk não se encaixa nesse papel. Entre suas contravenções se destaca o fato de que ele é um cara intransigente no que tange à liberdade de expressão.

Ora, a liberdade de expressão, que um dia foi um valor inegociável, hoje, se tornou um entrave para um efetivo controle social e, pior ainda, é apontada por muitas autoridades, intelectuais(ops!) artistas(ugh!) e até jornalistas(sic) como uma alavanca para o caos.

Tudo indica que o primeiro episódio da série ‘TwitterFile‘ provocou um cataclismo no establishment.

Hoje, há matérias na grande imprensa sentando o sarrafo no magnata. Repórteres ‘do bem’, no modo Clark Kent, sugerem que Musk é a reencarnação do Dr. Sylvana (Marvel, que usa sua poderosa empresa Starlink como a ‘Estrela da Morte’, emitindo sinais ilegais em zonas de conflito, atendendo compradores autônomos, sem o aval dos governos para comercialização.

Clark Kent, é um cara do bem. Ele acha que onde tem Estado e governo, não há corrupção, injustiça, violência e maldade.

Oh! O Estado de São Paulo botou seu repórter do bem para fuçar a vida o bad boy. O Clark Kent paulista achou uma matéria em que uma empresa de segurança cibernética acusa a plataforma de IA do Musk de lecionar para potenciais terroristas o modo mais eficaz e barato de “fazer bombas”.

A matéria do “repórter do bem” destaca que a citada empresa de segurança diz ainda que, na mesma plataforma IA do bad boy se pode encontrar um manual de como “seduzir crianças”. Que cara mau!

O que Clark Kent da Av. Paulista, bem como as repórteres comentaristas de outros canais não dizem, é que criar uma plataforma IA exige muita competência. Uma plataforma altamente complexa que toma tempo e muito investimento e, sobretudo, disponibilizar os meios não significa que o provedor tem obrigação de produzir ou censurar conteúdos de terceiros.

Se o ‘bom moço’ acha que a vigilância cibernética e a imposição de regras de uso dos meios deve ficar sob controle do provedor, ele está criticando o cara errado.

Aliás, a pergunta que não cala diz respeito exatamente aos parâmetros fartamente debatidos e votados em países democráticos que deram forma ao Marco Civil da Internet, Lei nº 12.965 de 2014, que, hoje, alguns censores incomodados com a Liberdade de Expressão, fazem de tudo para derrubar para dar lugar ao “Ministério da Verdade”.

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Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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