1 de julho de 2022
Colunistas Yvonne Dimanche

Conspiração cósmica – parte I

Amigos, quando prestei concurso para o Banco do Brasil tinham mais ou menos 15 mil candidatos. Isso foi em em maio de 1973 para 700 vagas.

Imagem: Google Imagens – Concursos 2021

Já procurei no Google para confirmar, mas nada encontrei. Dessa forma, posso estar equivocada.

Bom, a minha colocação foi em 636º lugar.

Eu fiz de tudo para não passar. A prova era na Escola Técnica e fui para o Colégio Militar.

Fui andando a passo de cágado para o local correto e fui a última a entrar sem ficha de inscrição, caneta, nada, apenas a minha carteira de identidade.

Eu trabalhava em uma entidade filantrópica voltada para educação de base e nem pensava em trabalhar em um banco.

Só que a vaidade falou mais alto e eu não iria responder errado.

Além do mais, o meu concurso entrou para a história do Banco, porque queriam fazer uma fila indiana em um domingo Dia das Mães para fazer a prova de datilografia. Uma confusão danada com direito à polícia militar.

Eu calma pensando “vou para casa ou não vou?”.

Decidi ir embora, só que a confusão piorou mais ainda e eu fui empurrada até a porta da agência Centro-Rio, hoje o CCBB.

Um senhor me puxou e eu entrei para fazer a prova, absolutamente calma.

O banco depois quis dar uma oportunidade para quem se sentiu prejudicado e eu nem quis saber.

O interessante é que o meu querido marido Vilhena prestou o mesmo concurso, então devíamos ter estado no mesmo furdunço.

Algum tempo depois ele casou. Se separou, eu namorei, me apaixonei e não deu certo e em 1982 nos “descobrimos”, mesmo trabalhando cinco anos no mesmo local.

Tudo que eu tenho na vida eu agradeço ao Banco do Brasil.

Marido, filha, filho-enteado, netos e os maiores amigos que eu poderia ter na vida. Diria que 70% dos meus amigos são do BB. Obrigada Deus!

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