18 de agosto de 2022
Colunistas Marco Angeli

O veneno dos idiotas


Comediante isentão bebe do próprio veneno e é esculhambado pela esquerda.
Alguns sujeitos, pra faturar, fazem qualquer coisa.
Qualquer coisa mesmo.
Viram ateus, viram religiosos, apoiam presidente, renegam presidente, vão grudando no saco de um e de outro, faceiros.
Caso típico, o caçador de cliques Porchat, aquele do porta dos fundos que adora esculhambar com a crença alheia acaba de provar de seu próprio veneno.
Mas, embora declaradamente ateu, o cara é crente.
Crente que o povo é idiota e acredita em qualquer embusteiro falastrão e engraçadinho.
E crente que pode mudar de ideologia como quem troca a cueca pra faturar e tudo fica por isso mesmo.
Hoje, meio desarticulado, o indivíduo vacilou na gravação de um vídeo postado nas redes.
Ao comentar sobre Bolsonaro -sempre tentando boquejar, claro- o comédia deu uma vacilada fatal ao declarar:
‘a única coisa positiva que Bolsonaro fez foi impedir o PT de continuar.’
Foi o que bastou para que as horas vermelhas, que antes o colocavam no pedestal reservado às celebridades mortadelantes o crucificassem (bacana, né?).
De repente, Porchat foi colocado na cruz dos esquerdoides, sem perdão.
Justiça simbólica, para quem brincou com Cristo.
De ídolo da esquerda de plantão, o comédia virou alvo.
Oportunistas medíocres e pragmáticos como esse sujeito existem aos montes, sempre grudadinhos no saco de quem lhes convém no momento.
Mas tem vida curta.
Ninguém os suporta -nem mesmo os esquerdoiides.
Faturar tentando agradar a todos não funciona.
Exposto pela própria mediocridade e oportunismo, Porchat vai descobrir isso rapidamente.
Sua audiência -como a das Pepas da vida – vai se limitar aos isentões ateus.
Mas isentões ateus são perigosos.
Nunca se sabe de que lado estão.
E mudam de lado de acordo com a maré da grana.
Sem pensar.
Fonte: www.marcoangeli.com.br

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