22 de fevereiro de 2024
Adriano de Aquino Colunistas

Haddad, ministro da economia?

Ao anunciar o nome do Fernando Haddad como ministro da economia, o novo governo revela sua errática visão sobre matéria fundamental em gestão pública.

Logo depois desse anúncio, as grandes empresas do consórcio de mídia, que tiveram papel relevante na vitória do PT, manifestaram grande otimismo. É claro! O nome do ministro assegura que as ‘compensações’ aos investimentos do consórcio de mídia durante a campanha eleitoral serão cumpridas à risca.

Para que esse ponto crucial fique em segundo plano, a maior empresa de comunicação do país editou uma matéria especial na qual aponta como positiva a decisão do novo governo em verter grandes recursos para ajuda social.

Atrás dessa cortina de fumaça aparece o vulto demagógico de sempre: ‘a política econômica do Lula não visa agradar o mercado’ Quem lê essa tolice logo imagina que Lula é um socialista linha dura que visa o bem estar social e que o mercado deve ser tratado com severidade.

Pura mentira.

O mercado é uma instância inteligente. É um engano pensar que o mercado prospera com ‘agrados’. Ele prospera com boa técnica,política econômica transparente e menor interferência estatal.

Além do mais, Lula e o PT trazem na algibeira um histórico compromisso com os grandes bancos privados, esses sim, principais interessados numa política econômica rastaquera e servil que recorre as instituições bancárias para tomar empréstimos vultosos a alto custo a fim de bancar a crescente dívida pública.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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