20 de abril de 2024
Adriano de Aquino Colunistas

Característica dos regimes totalitários

Foto: Iranian state TV/AP/picture alliance

Além das características brutais dos regimes totalitários: falsear a verdade e imprimir a mentira por meio de narrativas convenientes, se tornou ‘a’ técnica opressora mais difundida no século que se rotulou como a Era do Conhecimento e da Informação.

O regime teocrático iraniano é uma referência sombria na manipulação da informação.

Após um mês internada em estado grave em consequência de traumas fisicos generalizados, a menina Armita Geravandi, de 16 anos, morreu.

Na sequência, sua morte trágica, vira mais uma matéria especulativa.

O leitor que busca informação mais detalhada da morte de uma jovem nas dependências de um vagão de metrô, onde o trânsito de passageiros é monitorado por câmeras de segurança, ao invés de obter informações precisas, mergulha na incerteza e no mistério.

Pesquisar sobre o fato nos veículos da indústria da comunicação também não esclarece muito.

No geral, o leitor desses veículos só fica sabendo que a menina morreu em condições “suspeitas e contraditórias” no vagão de um trem do metrô.

A única informação complementar sobre a tragédia é que Armita não usava véu antes de entrar no vagão da morte.

Segundo informações oficiais(sic) Armita foi vítima de uma queda.

Em meio a tantas suposições, suspeitas e narrativas, o que se constata é que o regime teocrático do Iran não precisa ir muito longe e varar fronteiras para ceifar brutalmente, com a fúria típica dos bárbaros, a vida de jovens.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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