
Sou mulher e posso dizer, com a maior clareza, que Cármen Lúcia não me representa sob qualquer aspecto que se olhe e veja.
Hoje, mais uma vez, e com mais convicção, digo que sinto enorme vergonha em ver essa senhora, em pleno julgamento de um dos momentos mais importantes da História, vir com essa conversinha mole de feminismo, de dizer que a mulher ficou calada por mais de dois mil anos e agora ninguém a irá calar.
Bravatas dispensáveis.
Pose de feminista revoltada com a sua turma, não em momento histórico tão grave.
Da mesma forma, não me representa enquanto mulher provida de inteligência a ser reconhecida, aplaudida e respeitada.
Muito pelo contrário, é com certo constrangimento de gênero que a vejo emitir um palavrório vazio, em conversinhas paralelas com seus amiguinhos de plenário, tentando se mostrar como grande humorista por meio de piadinhas simplórias, medíocres, dispensáveis.
Direito que é bom, nada vi.
Nenhuma argumentação consistente, nenhuma análise técnica, mas tão somente um discursinho político, defendendo suas amadas idolatradas urnas, declamando poemas, oh, céus, o que vem a ser isso?
Que vergonha, que vergonha!
Em que momento a análise técnica irá começar?
O que se vê é uma incompetente, mais preocupada com seu feminismo barato e sua ideologia política do que em mostrar algum saber jurídico, um mínimo que seja.
O que ela está fazendo agora em seu púlpito, faríamos melhor.
Se fosse para nos envergonhar dessa maneira, teria sido mais útil permanecer na sua casa lavando prato e limpando o chão.

