A Mula / The Mule

De: Clint Eastwood, EUA, 2018

Nota: ★★★½

É impressionante como Clint Eastwood consegue dar um toque pessoal a seus filmes – obras em geral caras, de orçamento alto, bancadas por grandes estúdios, além de por sua própria produtora, a Malpaso. Não são produções independentes: são produtos de Hollywood, do grande sistema – e no entanto são, ao mesmo tempo, de maneira fantástica, pessoais.

Este A Mula – de 2018, seu 37º filme como diretor, ao longo de 47 anos, se minhas contas estiverem certas – pode ser visto perfeitamente como um bom thriller, uma boa história policial sobre o tráfico de drogas por um grande cartel mexicano. O roteiro mostra as viagens feitas pela mula do título entre cidades do Texas próximas à fronteira com o México, no Sul dos Estados Unidos, e o destino final da droga, a região de Chicago, do outro lado do país, perto do Canadá. E, em paralelo, os trabalhos de um competente, experiente agente da DEA, a Drug Enforcement Agency, a agência federal antidrogas, que investigava exatamente o cartel para o qual a mula trabalhava.

O homem que aceita trabalhar como mula para o cartel, Earl Stone, é um senhorzinho de quase 90 anos – alguém de quem a polícia e os agentes do DEA jamais iriam suspeitar. E é o papel do próprio Clint, que já deu declarações de que nos últimos tempos gosta mais de dirigir do que atuar, mas volta e meia está também diante das câmaras.

O competente agente do DEA, Colin Bates, é interpretado por Bradley Cooper, um nome que é boa garantia de sucesso na bilheteria, presente em imensos sucessos dos últimos anos, como O Lado Bom da Vida (2012), Trapaça (2013), Nasce uma Estrela (2018). É o segundo filme do bom ator sob a direção de Clint, depois de Sniper Americano (2014).

O agente da DEA designado para ser o auxiliar de Colin Bates é interpretado por Michael Peña, e o chefe deles, o diretor regional da agência antinarcóticos, por Laurence Fishburne. É interessante que os nomes dos dois personagens não são falados no filme – nem o do chefe nem o do assistente do agente Bates. Os atores que os interpretam, ao contrário, são nomes bastante conhecidos.

Assim como são conhecidos os nomes da veterana Dianne Wiest e da jovem e promissora Taisa Farmiga. Dianne Wiest, uma colaboradora frequente de Woody Allen (Hannah e Suas Irmãs, 1986, Tiros na Broadway, 1994), faz Mary, a ex-mulher de Earl Stone, o senhor que vira mula depois de bem velho, e Taissa Farmiga, irmã mais nova da bela e ótima Vera Farmiga, que fez Bling Ring: A Gangue de Hollywood (2013) e Terror nos Bastidores (2015), interpreta Ginny, a neta do protagonista.

O roteiro é de Nick Schenk, que escreveu Gran Torino, o Clint Eastwood de 2008, e também o roteiro de episódios da série Narcos. Ou seja: um profissional conhece o tema.

Nomes conhecidos de bons atores. Um roteiro competente, bem elaborado, que fisga o espectador. Uma trama que envolve drogas, cartel de drogas, polícia. Todos os ingredientes para resultar em um filme que, além de bom, terá sucesso nas bilheterias.

E teve: com um orçamento de US$ 50 milhões – nada bombástico, mas confortável –, A Mula havia rendido, entre a estreia nos Estados Unidos em dezembro de 2018 e novembro de 2019, US$ 174 milhões – de novo, nada bombástico, mas confortável.

Clint Eastwood não erra a mira. Ao contrário: é garantia de bons serviços prestados. Seus filmes são sempre muito bons, quando não mais que isso – e sempre se dão bem nas bilheterias.

Pois é. Mas, além de tudo, A Mula pode ser considerado um filme pessoal. Nele, Clint Eastwood discorre sobre o que parece ser – mais ainda que seu tema predileto – sua obsessão: as relações familiares, afetivas. Em especial, as relações pais e filhos.

Uma beleza de diálogo entre o agente antitráfico e a mula

Em uma sacada magistral do roteirista Nick Schenk, sentam-se lado a lado, no balcão de uma lanchonete de beira da estrada, quando o filme já começa se encaminhar para o fim, os dois homens, o traficante Earl Stone e o agente da luta contra o tráfico Colin Bates.

Bates – é claro, é óbvio – não tinha a menor ideia de que o perigoso traficante, o sujeito que carregava para a região de Chicago quantidades absurdas, impensáveis de cocaína, mais de 100 quilos, mais de 200 quilos por vez, pudesse ser aquele velhinho ali ao lado dele.

Tinha informações de que a mula estava naquela região, que passaria a noite naquele determinado motel junto da lanchonete em que agora tomava o café da manhã. Mas só isso. Como desconfiar de um senhorzinho de quase 90 anos de idade?

Earl Stone, por sua vez, sabia que aquele homem era agente da lei: na noite anterior, havia visto como ele e um grupo de policiais imobilizaram um sujeito grandalhão, fortão, hospedado naquele motel.

É uma sequência maravilhosa, memorável essa do diálogo entre o fora da lei e o homem da lei. Entre Clint Eastwood, galã de belos filmes durante décadas, e Bradley Cooper, galã de bons filmes nos últimos anos.

Bates-Bradley Cooper está olhando preocupado para o seu celular.

Stone-Clint Eastwood puxa conversa com um “bom dia”.

O agente antitráfico (olhando o celular): – “Ai, merda. É dia 5. Que merda.”

O traficante: – “Conheço bem esse ‘que merda’. É porque esqueceu um aniversário, ou o quê?”

O agente antitráfico: – “É. De casamento. Sou um idiota.”

O traficante: – “É.”

O agente antitráfico: – “É. Eu sou. (Uma pausa.) Ela não diz ‘feliz aniversário de casamento’. Ela simplesmente fica na dela, só esperando que eu me lembre.”

O traficante (mudando de assunto por um breve momento): – “Foi realmente incrível, ontem, lá no motel. Como vocês imobilizaram aquele cara. Foi incrível mesmo.”

O agente antitráfico: – “Desculpe se incomodamos.”

O traficante: – “Não me incomodaram.”

O agente antitráfico: – “Foi lamentável.”

O traficante (depois de uma pausa, voltando ao assunto: ): – “Você tem que pensar na família. Comemorar bodas é importante. Tem que pensar nisso, porque as mulheres adoram essas coisas. (Uma pausa longa.) Mas eu sou campeão em me esquecer. Esse é o problema.”

O agente antitráfico: – “É a primeira vez que eu me esqueço.”

O traficante: – “Boa sorte. Não siga o meu exemplo. Não faça como eu. Coloquei o trabalho acima da família. A família é a coisa mais importante. O trabalho é bom, mas vem em segundo lugar. Primeiro deve vir a família. Aprendi do jeito mais difícil. Minha filha nem fala comigo. Não nos falamos há 12 anos e meio. (Pausa.) 12 anos e meio. É como se nunca tivesse existido. Mas enfim… Era só o que faltava, um idiota dizendo para você o que deve fazer em sua vida pessoal.

O agente antitráfico: – “Não, nada disso.”

O traficante: – “Seja como for, quero desejar boa sorte. Você vai precisar.”

O agente antitráfico: – “Obrigado pelo conselho. É bom falar com caras assim, às vezes.”

O traficante: – “Caras assim?”

O agente antitráfico: – “É, você sabe. Desse tipo.”

O traficante: – “Que tipo?”

O agente antitráfico: – “Que falam. Você já viveu tanto que deve ter perdido o filtro.”

O traficante: – “É mesmo? Eu nunca soube que um dia eu tive filtro.”

Nesse momento, o velhinho traficante se levanta, sai da lanchonete, dirige-se ao seu carrão, seu SVU negro. A câmara o focaliza, corpo inteiro. E aí ele e os espectadores ouvem a voz do agente da DEA que chega por trás dele: – “Sir!!”

A câmara mostra o rosto de Earl Stone-Clint Eastwood. Ele tem uma expressão de inquietação, quase de pânico: teria o agente da DEA descoberto que era ele a mula?

O agente Bates-Bradley Cooper se aproxima. Carrega a garrafa térmica que o velhinho havia pedido para a garçonete encher de café, e esquecido lá, depois de, sem filtro, ficar falando de coisas pessoais com um desconhecido.

O espectador – que, naturalmente, foi levado a simpatizar com o velhinho – respira aliviado. Assim como o próprio Earl Stone.

A relação com a família – esse é o cerne do filme

Essa sequência do diálogo entre o traficante e o homem da lei é extraordinária em vários níveis.

Claro, é um momento que põe o espectador de filme de ação, thriller, para respirar fundo. Uau! Os dois se encontram! E, ao final, ainda tem um suspensezinho! Será que o homem da lei tinha descoberto, naquele diálogo comprido, a prova de que o velhinho era mesmo a mula, o traficante, o fora da lei?

Há uma leitura um tanto mais elaborada. Este é um diálogo de dois homens um tanto estranho, um tanto inusitado. Homens, afinal de contas – bem diferentemente das mulheres – são absolutamente incapazes de terem entre eles mesmos conversas sérias, honestas, de peito aberto, sobre temas pessoais.

Homens não abrem o coração diante de outros homens. Essa é a regra. E quem fugir à regra correrá, com toda certeza, o risco de ser chamado de veado – ou viado. (Há uma corrente, entre os machões, os homofóbicos, que defende que viado no sentido de bicha é com i, e não com e, ao contrário do que mostram os dicionários.)

O fato de o agente federal antidrogas definir como pessoas que não têm filtro aqueles que são capazes de falar de coisas pessoais é impressionante, fantástico. É um pequeno detalhe – mas demonstra uma imensa sensibilidade dos realizadores do filme. E eu ando cada vez mais convencido de que são pequenos detalhes como este que demonstram a qualidade de um filme.

Mas o que mais importa, nessa sequência maravilhosa –

mais ainda do que a questão de que os homens não conseguem abrir seus corações, mais ainda do que a coisa thriller de o traficante parecer que ia ser pego pelo homem da lei – é a conversa sobre família.

“Não faça como eu. Coloquei o trabalho acima da família. A família é a coisa mais importante. O trabalho é bom, mas vem em segundo lugar. Primeiro deve vir a família. Aprendi do jeito mais difícil. Minha filha nem fala comigo. Não nos falamos há 12 anos e meio.”

Este é o cerne do filme. Esta é questão mais importante. Isto, mais que qualquer outra coisa, demonstra que A Mula é um filme de Clint Eastwood. (Na foto, ao centro, Taissa Farmiga, que faz Ginny, a neta.)

O próprio Clint teve oito filhos – pelo menos

As relações entre pais e filhos são temas que estão presentes em praticamente todos os filmes dirigidos por Clint Eastwood nas últimas décadas. Os personagens de Clint Eastwood estão sempre, de uma maneira ou de outra, em dívida para com os filhos; não deram a eles o amor que deveriam ter dado na infância; percebem isso muito tarde, e de alguma forma tentam recuperar o tempo perdido.

Poder Absoluto/Absolute Power, de 1997, por exemplo, é um thriller sobre um sofisticadíssimo ladrão que presencia um crime cometido pelo presidente dos Estados Unidos – mas é também a história de uma relação mal resolvida entre um pai na verdade abnegado e uma filha que nega a relação com ele. Com a mesma competência com que invade mansões para roubar, Luther Whitney, o protagonista, interpretado pelo próprio Clint, de vez em quando visita a casa da filha – sem o consentimento e a presença dela – para deixar presentes, olhar a geladeira. Preocupa-se com a vida não saudável dela. A filha, interpretada por Laura Linney, renega o pai por causa da profissão que ele escolheu, prometeu abandonar, mas não abandona nunca.

Em Sobre Meninos e Lobos/Mystic River, de 2003, tudo, absolutamente tudo gira em torno dos filhos, do que se quer para os filhos, do que a crueldade dos outros pode fazer contra eles irremediável, indelevelmente.

Em Um Mundo Perfeito/A Perfect World, de 1993, Clint pegou pesado na coisa da falta do pai, da figura paterna. Tudo se explica pela falta do pai, tudo faz o encontro do pequeno ladrão que vira grande bandido com o menino apavorado existir pela carência da figura paterna.

Em Menina de Ouro/Million Dollar Baby, de 2004, Frankie Dunn, o personagem interpretado por Clint, um veterano treinador de boxe, irá, com o tempo, embora muito relutantemente, se afeiçoar a Maggie (Hilary Swank), a garota solitária e perseverante que quer aprender a lutar para escapar da pobreza. Frankie não foi um bom pai, e tem problemas sérios no relacionamento com sua própria filha. A princípio fechado, recluso dentro de uma armadura que o separa do resto do mundo, Frankie acaba abrindo o coração para Maggie; acaba tratando-a como se fosse sua filha, faz com ela o que não soube fazer com a filha.

De maneira bem semelhante, Walter Kowalski, o protagonista da história de Gran Torino, de 2008, carrega o peso da culpa de não ter sido um bom pai, por não ter sido amigo dos filhos. Como o treinador Frankie Dunn, Walter vai, relutante, sem jeito, com uma aparência de grosseria e desprezo, gostar de dois garotos chineses que fica conhecendo, Sue e Thao, como deveria ter gostado dos filhos com quem não tem absolutamente o que falar.

Clint Eastwood teve nada menos que oito filhos, de seis diferentes mulheres, a mais velha nascida em 1954 e a mais nova em 1996. No IMDb, essa informação começa assim: “Tem pelo menos oito filhos de pelo menos seis diferentes mulheres”. A expressão “pelo menos” é usada porque há informações de que houve outros além dos oito que ele reconhece.

Ninguém é perfeito.

O protagonista perde tudo, fica cheio de dívidas

A quarta dos filhos de Clint, Alison Eastwood (na foto acima), interpreta Iris, a filha de Earl Stone, o homem que, já velhinho, vira mula de poderoso cartel mexicano de drogas.

Se não estou enganado, é a terceira vez que Alison trabalha sob a direção do pai. No já citado Poder Absoluto, ela faz um papel mínimo, como uma jovem que estuda arte e vemos num museu onde também está Luther Whitney, o personagem do próprio Clint. Em Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal, feito em 1997, o mesmo ano de Poder Absoluto, tem um papel bem maior, como uma moradora de Savannah que fica conhecendo o jornalista de Nova York que vai fazer uma matéria especial na cidade. Na bela trilha sonora do filme, toda com músicas de Johnny Mercer, nascido em Savannah, Alison interpreta, e muito bem, “Come Rain or Come Shine”.

Será basicamente por causa da família – a filha Iris e em especial a neta Ginny – que Earl Stone passará para o lado de fora da lei. Para ter dinheiro para pagar a festa de casamento da neta.

O filme começa mostrando Earl Stone como um bem-sucedido cultivador de flores, sobretudo lírios. Um letreiro informa que estamos em Illinois, em 2005. Earl vence – mais uma vez – um concurso de produtores de lírios, comemora feliz da vida e com isso perde o horário do segundo casamento de sua filha!

Há então um corte de 12 anos – e vemos que a vida de Earl Stone despencou num buraco sem fim. Está cheio de dívidas, não tem dinheiro algum e a preciosa fazenda em que cultivava os lírios está sendo posta à venda em leilão.

Ele junta alguns pertences em sua picape e vai visitar a neta. Ginny, que naquele dia festejava seu noivado, fica alegríssima ao ver o avô – mas Iris se recusa a ficar no mesmo ambiente que o pai, e sai da casa com sua mãe, Mary. É Mary quem primeiro percebe: Earl não estava lá para participar da festa de noivado da neta – tinha ido para lá porque não tinha outro lugar para onde ir.

Pego em flagrante na situação horrorosa, Earl sai também da casa. Quando está chegando perto da picape, é alcançado por um dos convidados para a festa de Ginny. O rapaz tinha observado tudo, tinha visto que Earl estava em situação desesperadora – e então entrega para ele um cartão com um número de telefone. Diz que a pessoa daquele número poderá dar a ele um bom dinheiro, com o qual poderá pagar a festa de casamento da neta – basta que ele faça uma viagem.

O filme se baseia numa fantástica história real

Imagino que toda essa história pessoal de Earl Stone – seu relacionamento, ou falta de relacionamento, com a filha e a ex-mulher – possa ter sido inventada, criada pelo roteirista Nick Schenk, para tornar A Mula um filme pessoal de Clint Eastwood.

O fantástico é que todo o resto que não a história pessoal, familiar, não é invenção de roteirista imaginativo. É uma história real. Um sujeito chamado Leo Sharp, nascido em 1924, veterano da Segunda Guerra Mundial, que nunca havia tido um processo criminal na vida, foi preso em 2011 por uma equipe chefiada por um agente do DEA.

Para adaptar o personagem real à figura de Clint Eastwood, nascido seis anos depois de Leo Sharp, o roteiro mostra Earl Stone como um veterano da guerra da Coreia. Nisso, Earl Stone é bem semelhante a Walter Kowalski de Gran Torino, ele também um veterano da guerra da Coreia.

(Clint Eastwood nunca serviu em qualquer uma das muitas guerras em que os Estados Unidos se meteram.)

Várias passagens da vida real de Leo Sharp foram copiadas pelo roteirista Nick Schenk. Inclusive, só para dar um exemplo, o hábito dele de plantar lírios e participar de concursos.

A vida de Leo Sharp foi contada na The New York Times Magazine, a revista dominical do jornal, por Sam Dolnick. A longa matéria dele tinha o título de “The Sinaloa Cartel’s 90-Year Old Drug Mule” e, naturalmente, é citada nos créditos finais de A Mula. A reportagem está disponível no site do New York Times. A foto acima, de autoria de Eugene Richards, está na reportagem.

Esta tem sido outra característica dos filmes de Clint Eastwood: histórias reais, personagens reais. A maior parte dos últimos filmes dirigidos por ele se baseiam em histórias reais: A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima (2006), A Troca (2008), Invictus (2009), J. Edgar (2011), Jersey Boys: Em Busca da Música (2014), Sniper Americano (também 2014), Sully: O Herói do Rio Hudson (2016) e 15h17: Trem Para Paris (2018).

Como este texto acabou ficando grande demais, não vou nem mesmo me aventurar pela página de Trivia sobre The Mule no IMDb. Caso o eventual leitor queira dar uma espiada, são mais de 50 itens de curiosidades, fatos, datas, coincidências…

Anotação em novembro de 2019

De Clint Eastwood, EUA, 2018

Com Clint Eastwood (Earl Stone)

e Bradley Cooper (Colin Bates, o agente da DEA), Laurence Fishburne (o diretor regional da DEA), Michael Peña (assistente de Colin Bates na DEA), Dianne Wiest (Mary, a ex de Earl Stone), Alison Eastwood (Iris, a filha), Taissa Farmiga (Ginny, a neta), Ignacio Serricchio (homem do cartel), Loren Dean (Brown, agemte da DEA), Daniel Moncada (Eduardo, do cartel), Victor Rasuk (Rico), Ashani Roberts (enfermeira), Devon Ogden (mulher bonita)

Roteiro Nick Schenk

Inspirado no artigo “The Sinaloa Cartel’s 90-Year Old Drug Mule”, de Sam Dolnick, publicado na The New York Times Magazine

Fotografia Yves Bélanger

Música Arturo Sandoval

Montagem Joel Cox

Casting Tara Feldstein, Geoffrey Miclat, Chase Paris

Produção Warner Bros., Imperative Entertainment,

Bron Creative, The Malpaso Company.

Cor, 116 min (1h56)

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