18 de agosto de 2022
Colunistas Walter Navarro

Petra em Transe


Muito pior que o vídeo de Roberto “Goebbles” Alvim é o de Caetano Veloso fazendo apologia e propaganda do documentário (sic) “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa. Caetano merece o Oscar de Melhor Canalha.
Alvim é só um bobo útil e aloprado que caiu numa armadilha pra boi dormir. Nem sabia o que estava dizendo (lendo) o que escreveram para ele. Já Caetano sabe muito bem o que fez no verão passado e o que faz com este vídeo nojento.
E olha que gosto da música dele, da do Chico, Gil… Talento não escolhe caráter!
Consigo separar o joio que faz trigo, pão e joias. Por enquanto. O cristal quebrou. Já não me dão tanto prazer e luz. Tudo o que mais e sempre combateram, agora, protegem. Mas isso é um assunto tão longo quanto chato. Voltemos às vertigens de Petra Costa.
Nunca tinha ouvido falar na moça. Ano passado, por sugestão, procurei, achei e gostei de seu filme “Elena”, de 2012. Bonito, bem feito, criativo, amoroso, poético, sutil. O total oposto de “Democracia em Vertigem”.
Pudera! O tema é muito mais sério e pessoal. O filme é bom porque não trata de política. Apenas de leve a gente percebe que Petra pertence à boa e velha Esquerda Caviar.
Ficou até engraçado, ouvir em “Elena” – sua irmã que cometeu suicídio em Nova York, aos 20 anos, 1990 – Petra, que hoje tem 36, contar que sua irmã só nasceu porque os pais desistiram de ir para a guerrilha (no Araguaia?). Impossível imaginar uma terrorista grávida, mesmo sabendo que Dilma é mãe e uma filha da p….
Quer dizer, Elena é filha do Regime Militar e não vítima dele. Kkkkkkkkkkkkkk.
Por sadismo, me recomendaram então, “Democracia em Vertigem” e eu me disse-me-me-me a mim mesmo: “Aí já é demais! Aí, não tem jeito que dê jeito! Aí, vocês querem minha ruína, querem me derrubar!”.
Mas vi o trailer, para não dizerem que não falei das urtigas. Um horror! Overdose de Lula, Dilma e o resto da camarilha.
O filme inteiro? Não vi e não gostei, como dizia o Paulo Francis, parafraseando Oswald de Andrade, com seu “não li e não gostei”.
“É por se tratar de escolhas que defendo a liberdade de poder ignorar certos títulos e antipatizar de antemão com alguns autores por motivos nada objetivos, praticando o mais feroz preconceito sem manifestar sombra de culpa”.
Já perdi 16 anos, no mínimo, com Lula e Dilma. “Please”, não vou me sujar fumando apenas um cigarro, não vou te beijar, gastando assim o meu batom, nem perder mais um minuto revendo Dilma e Lula, no meu quarto. Imaginem se eles saem da tela da TV e caem no meu quarto!
O nome do filme, primeiro, me lembrou “Terra em Transe”, de Glauber Rocha.
Depois, “Um Corpo que Cai” (Vertigo), de Alfred Hitchcock.
Provavelmente “Democracia em Vertigem” é uma chatice desonesta que mistura o pior dos dois filmes: as alucinações, delírios tropicais de Glauber e o incômodo mal-estar do personagem de James Stewart, que sofria de acrofobia e vertigem.
Além disso, só de pensar na dupla petista já sinto todos os sintomas do Coronavírus.
E adoro gostosas ricas que falam em democracia ou da falta dela, moraram na cidade mais capitalista do mundo, Nova York e agora desejam o prêmio mais capitalista do mundo, o Oscar.
E que assunto chato é defender o indefensável.
Chato de qualquer jeito. Até o José Padilha, dos ótimos “Tropa de Elite” e “Narcos”, afundou-se com a ridícula série “O Mecanismo”, onde o maior bandido, Lula, é personagem terciário e vivido por um velhinho que mais parece Papai Noel.
Queria ver a Petra fazer um filme sobre Celso Daniel e outros crimes do PT…. Sobre corrupção e o assalto à Petrobras…
PS: Mais fácil ela dirigir uma comédia com Adélio Bispo, patrocinada pela Tramontina.

Jornalista, escritor, escreveu no Jornal O Tempo e já publicou dois livros.

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