21 de maio de 2022
Walter Navarro

Lênin, Al Capone, Lula, eu e os outros


Lembram do Lula? Pois é, hoje, dois de agosto de 2019, me lembrei-me-me-me dele. Foi ao rever meus ídolos máximos, Lucky Luciano e Al Capone, em filmes e documentários no Youtube.
Qualquer dia traçarei interessantes “Paralelas” de Belchior, entre o Bolchevismo, a Máfia e o PT, com pitadas maquiavélicas de Antonio Gramsci. Tudo a ver e haver.
Um pequeno exemplo. Lênin não participou diretamente da Revolução Russa porque estava exilado, não em Cuba ou na Venezuela, mas em Zurique, Suíça, o país mais comunista do planeta.
Como Marx era gigolô da própria mulher; Lênin, às custas da família, ao longe e no bem bom suíço, ficava dando as coordenadas para a Revolução. E, claro, torcendo contra seu próprio país, durante a I Guerra Mundial, no melhor estilo “quanto pior, melhor, para mim”.
Lênin custou a chegar lá, com muita traição e conspiração. Mas deu azar, “perdeu Playboy”… Morreu de uma série de AVCs, aos 53 anos, em 1924.
Como Herança Maldita, deixou o país nas mãos de Trotsky, seu favorito, e Stálin. O resto da história é sabido. Ou não, vai saber.
Mas voltando ao tema de hoje, a diferença entre Al Capone e Lula é que o primeiro era inteligente e tinha bom gosto, gostava de ópera, usava cuecas de seda italiana… Todos os biógrafos concordam, tivesse ele voltado seu talento para os negócios legais e não os ilícitos, ter-se-ia e tê-lo-ia dado muito bem na vida.
Morreu ainda mais jovem que Lênin, aos 48 anos, de sífilis e na cadeia.
Al Capone cometeu todos os crimes do mundo e mais alguns. Só conseguiram prendê-lo, depois de muito tempo, por vulgar e mortal evasão fiscal.
Mesmo na primeira prisão, apenas um ano encarcerado, Al Capone comandava o cangaço de sua cela, em Curitiba. Por telefone…
Por falar em Miami, quando Lula for preso político, finalmente serei nomeado embaixador do Brasil em Paris.
Conheço bem nossa embaixada. De frente para o rio Sena, no número 34, da cours Albert 1er. Área nobre, perto da saída do túnel da ponte de l’Alma, onde Lady Di morreu. Inclusive, em 1997, vi as flores que os franceses depositaram para a princesa, na saída do túnel.
Provando e fechando com o globalização, o motorista estava bêbado e correndo dos paparazzi. Todos estavam sem cinto de segurança e apenas o guarda-costas sobreviveu. Diana chegou viva ao Hospital Salpêtrière e foi atendida por um médico brasileiro, Leonardo Esteves Lima. Não deu certo… Lady teve uma morte horrorosa, hemorragia.
Minha embaixada em Paris é um prédio bonito, mas precisa de uns tratos.
Precisa também de mais charme, elegância sem aquela decadência e Pinho Sol – Limpeza Pesada. Certa feita, num coquetel, tiveram a audácia de servir a pior caipirinha que já bebi, com pão de queijo. Logo a mim, o único mineiro que não gosta de pão de queijo!
E eu lá sou homem de comer pão de queijo com pinga de quinta? Se ainda fosse sexta-feira…
Só consumo esta iguaria mineira quando não tenho nem caviar Beluga, russo ou iraniano, para degustar. Mas, rapaz humilde, subido e serelepe, aceito até mesmo este primeiro caviar africano, que está sendo produzido pela França, em Madagascar.
PS: Nunca confundam Lei do Ventre Livre, com prisão de ventre e Lula livre. Com certeza será a maior cagada!
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Jornalista, escritor, escreveu no Jornal O Tempo e já publicou dois livros.

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