Confesso que, numa Babel, babei e matei Abel


Réveillon é coisa de gentinha! Réveillon é coisa de gente de pouco estudo! Réveillon é para os fracos! Data boa, data que eu comemoro é o Dia do Repolho Nervoso, como naquela famosa fábula, “A Raposa e as Vulvas”.
Já a inveja é como o Brasil, uma merda!
A inveja só perde pro Réveillon antecipado, apressadinho, na Nova Zelândia, na Austrália e no Japão, estes países esquisitões, de quinta, de duplo sentido.
Já passei Réveillon em Londres, Paris, Barbacena e até no Rio de Janeiro com mais dois milhões de amigos. Tudo a mesma bosta!
Em Londres e Paris, uma coisa horrorosa, aquele frio de gripar pinguim. Em Paris é pior porque o espumante é nacional, no máximo você consegue um argentino, um espumante chileno, uma cidra paraguaia. Motivos para uma boa eutanásia!
E em Nova York? Todo dia rezo pra escapar de um Réveillon naquela roça congelada e cheia de néon. Este ano, estava até quente: -11º…
Mas envergonhado, confesso que, este ano, provei deste sentimento amargo e destrutivo; senti inveja das Viradas brasileiras…
Tive uma inveja severa de quem curtiu adoidado o Réveillon em Brasília, com shows de Alcione, Joelma e dos baianos Filhos de Gandhi. Eu adoro Alcione, “A Marrom”! Sou alucinado com Joelma, desde os tempos da Banda Eucalypto, com o ex-marido dela, o Chumbinho, aquele monumento da MPB!
Nem dormi de inveja de outros seres humanos. Aqueles que supostamente tomam banho  todo dia  e escovam os dentes três vezes ao dia… Aqueles que passaram o ano em Florianópolis. Show de fogos…. Hummmmmm…. Que delícia! De quebra e no palco:  o grupo Cores de Aidê, seguido pelo Kadência do Samba, Hit Me e Marelua. Para me matar, o Dazaranha fez companhia ao público depois da Virada.
Kadência com K é tudo de bom!
Com muita vergonha, até agora invejo aquela gente feliz, aqueles três milhões de amigos da melhor qualidade que, em Copacabana, curtiram o “conserto” da Anitta. Mordo-me o cotovelo até hoje, de tanta inveja! Aquele calor humano… Aquela alegria… Não pulei ondas, nem joguei flores e perfume francês pra Iemanjá, mesmo porque meu Terre d’Hermès tá acabando.
O Réveillon de São Paulo? Não me conformo. Eu devia ter ido a pé. Eu não podia ter perdido a passagem do ano com a Claudia Leitte, como dois “t” de chatta. Chata não, mentira, brincadeira minha: maravilhosa, musa. Que repertório!
Meu único consolo, no meio desta inveja toda, é que eu já tinha perdido, dia 11 de novembro, a gravação, no Mineirão, em Belo Horizonte, do Show da Virada da Globo. O pior é que, no dia do espetáculo, eu estava em Belo Horizonte e tinha nem dentista pra ir!
Nunca vou me conformar, nunca vou me perdoar por ter perdido atrações do quilate de um Wesley Safadão, Luan Santana, Jorge e Mateus, Matheus e Kauan, Chitãozinho e Xororó.
Mas perdi mais. Me autoflagelo com jejum, abstinência e chicotadas de silício, ornado de chumbo e pregos, por ter perdido, na Esplanada do Mineirão, o show de Simone e Simaria, cantando o melô de Sérgio Cabral: “… Ô ô ô ô ô. Não quero advogado quero regime fechado, com você amor. Ô ô ô ô ô. Nós somos bagunçados e reféns desse pecado…”.
PS: Tolinhos, desde quando raposa gosta de vulva, uva e repolho?

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