29 de maio de 2024
Editorial

Será dia 24/1 o Dia D?

Foto: Arquivo Google – Fabio Campana

É triste saber que no próximo dia 24 poderemos ter barulhos sérios organizados pelo pessoal do PT. Lula deu início à roubalheira das estatais, escolhendo quem faria o serviço. Hoje, quase todos estão presos. Para fechar o time, falta a sua prisão. José Dirceu, solto por ministro do STF, certamente estará lá fazendo o possível… a favor de Lula. Os desembargadores que farão o julgamento estão sendo ameaçados de todos os jeitos. Que ao fim Lula e seus asseclas saiam presos por longos anos.
A reunião de deputados petistas com juízes do TRF-4 antes do julgamento de Lula é uma afronta à democracia, além das ameaças que juízes e familiares vêm recebendo. O desrespeito do PT e de seus aliados pela lei pode ser exemplificado pelo que Lula disse sobre a Constituição. Inadmissível que um partido político transforme o julgamento sobre um crime cometido num palco de circo de hipocrisia. Para eles, fica a frase: “aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei”.
Causa estranheza o STF, antes do julgamento de Lula pela segunda instância da Justiça Federal, dizer que caso ele seja condenado não será preso. Com tantas condutas protetoras do Judiciário com os criminosos do colarinho branco, não ficarei admirado se algum ministro do Supremo defender a tese de que “devido ao prejulgamento da decisão de condenar o réu Lula nos noticiários, envolvendo o STF, fica anulada a sua sentença de culpado”. Parece brincadeira! Já diz o ditado que em boca fechada não entra mosca.
O STF está em vias de decidir se mantém a prisão de um réu após a confirmação da sentença na segunda instância, ou se continua a entender que ele é presumido inocente até julgamento no tribunal mais alto. Em meu entender, a presunção de inocência acaba quando o juiz avalia as provas e conclui pela culpabilidade. Se um juiz costuma concluir pela culpa de inocentes ou inocência de culpados, comprovado por revisões de suas sentenças na segunda instância, ele deve ser afastado de suas funções. Mas esperar por pareceres de instâncias superiores para afastar do convívio um réu já julgado é transformar o ambiente social numa república de marginais.
É óbvio que o tríplex era para Lula. Não fora isso, por que a empreiteira se ocuparia com reforma cara? Por outro lado, por que ela teria feito as melhorias? O Toma lá, dá cá nunca esteve tão evidente. Os brasileiros esperam que seja feita justiça. Com tanta propina rolando por aí, caso os três juízes votem considerando a evidência dos fatos teremos o justo e esperado 3 x 0 que permitirá tirar o Brasil desse atoleiro.
Também, e principalmente, teremos um prova concreta de que nem todo mundo é corrupto. Os três juízes, esperança de um Brasil melhor, teriam resistido com galhardia ao canto das sereias e ao tilintar das moedas de ouro.
Segundo Abraham Lincoln, se quisermos testar o caráter de alguém basta dar poder a ele. E ele nem conheceu Lula.

Valter Bernat

Advogado, analista de TI e editor do site.

Advogado, analista de TI e editor do site.

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