A Geração Y e o Vinho

A Geração do Milênio, ou “Y”, corresponde aos que nasceram no período compreendido entre 1980 até meados dos anos 90. Alguns sociólogos antecipam para meados dos anos 70 o início desta geração que vem sendo substituída pela “Z”.
Nasceram num mundo já bem virtualizado, uma geração muito tecnológica, que tem outros interesses e valores que os distinguem claramente de seus antecessores, que viveram os períodos conhecidos como “Baby Boomers” (pós-guerra) e Geração “X”.

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Uma das principais características da turma do Milênio é serem guiados por tendências, regidos diretamente pelas redes sociais. Não dão muito valor às tradições e fatos históricos. São, quase sempre, imediatistas e preferem seguir os ícones da vez do que acompanhar os ciclos ditos convencionais.
Isto afeta diretamente o mercado do vinho.
Aplicativos, como o popular Vivino, são seus guias quando se trata de escolher e comprar, superando nomes como Parker, Robinson ou Johnson. Para esta geração o que vale é a opinião coletiva. Estão sempre em busca de coisas diferentes ou, como é comum falar, “cool”.
Vinhos quase obscuros como um Chardonnay da Eslovênia, por exemplo, podem se tornar a bossa do momento enlouquecendo produtores, importadores e vendedores. Mas da mesma forma como viraram uma estrela, caem no ostracismo sendo substituídos por outros modismos. É uma geração de opiniões muito voláteis. Os 100 pontos de Parker nada mais são do que uma breve referência ao que “nossos antepassados apreciavam”. (sic.)
Está em curso uma notável mudança de paradigma, apesar dos acontecimentos recentes que indicam uma guinada para ações radicais, segregacionistas, etc… Mas não por conta dos “Y”, eles ainda não mandam no pedaço, mas estão influenciando fortemente.
O mercado do vinho sobrevive por acompanhar estas tendências e, o que se percebe hoje, é uma tentativa consciente de produzir vinhos que agradem a esta nova leva de consumidores. Há, inclusive, a preocupação de trazê-los para o mundo do vinho, outra tarefa que deve ser executada com muita habilidade: do nada, algum destilado de um esquecido país pode se tornar a bola da vez.
Rótulos deixam de ter a importância que sempre tiveram, ao mesmo tempo que as histórias sobre os vinhos, muitas vezes pílulas douradas, passam a ser a principal ferramenta de divulgação e venda. Nada supera um bom “causo”.
Outro dia fui surpreendido por uma curiosa expressão usada por Guilherme, marido da minha sobrinha Mariana. Usou o termo Vinagre para referir aos bons vinhos que andava bebendo. Confesso que me senti tentado a adotar, para sempre, este adjetivo em lugar do meu predileto, Caldo.
Há uma enorme ironia presente. Bem interpretada, demonstra quanta alegria ou felicidade eles têm ao se deliciar com um vinho, qualquer vinho, desde que tenha recebido alguma aprovação do grupo ou de grupos.
Sabem que existe coisa melhor, mas para que ou por que eu vou me preocupar com isto se estou satisfeito com este vinagrezinho bacana que está na minha taça agora?
Todo mundo gostou, isto basta.
Caveat venditor!
Saúde e Bons vinagres!
Vinho da Semana: uma opção para antes de chegar o verão.
vinho-minRadio Boca Rosé – $
Elaborado a partir das castas Tempranillo e Bobal, exibe cor rosa salmão muito leve, aromas com notas de frutas vermelhas frescas, como morangos e flores maduras suculentas. O paladar é macio, sedoso e frutado, com uma acidez refrescante e intensa.
Harmoniza com qualquer geração.
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