Fragmentos de um dia histórico

Gilmar Mendes (Renato Costa/FramePhoto/Folhapress)

* Em famoso telefonema para um amigo, há algo como dois anos, Lula acusou o Supremo de ser uma Corte acovardada. Mudou de opinião, arrependeu-se, ou lhe falta coragem para repetir a acusação?
* Do ministro Marco Aurélio Mello, disse um ex-presidente do Supremo: “Trata-se de um homem de muita fé. Sempre acredita na prudência da maioria dos seus colegas”.
* Quem é Ricardo Lewandowiski para falar em respeito à Constituição? Foi sob o comando dele que o Senado cassou o mandato de Dilma, mas preservou seus direitos políticos. Ali, ele rasgou a Constituição.
* O procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, suspendeu o jejum tão logo conseguiu entender que a ministra Rosa Weber negaria o habeas corpus pedido por Lula. Para isso valeu-se do tradutor do Google.
* O ministro Gilmar Mendes baixou o cacete na mídia. A verdade é esta: todo mundo é a favor da liberdade da imprensa – desde que ela não lhe aperte os calos.
* Preciosa contribuição de Gilmar ao Direito: o voto paranoico. Exemplo de um: em julgamento de habeas corpus, você vota como se julgasse uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN). Foi o que ele fez.
* Gilmar é uma vocação notável de político prisioneira de uma toga.
* Uma vez que a palavra “puta” já pode ser dita em voz alta diante das câmeras da TV Justiça, digo aqui, ainda com certo pudor, que a frágil ministra Cármen Lúcia impôs sua vontade às putas velhas do Supremo.
Fonte: Blog do Noblat

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