18 de abril de 2024
Colunistas Professor Taciano

Quem rouba um real, rouba um milhão

Mais vez o atual mandatário do pais, o senhor Lula da Silva, volta a defender delinquentes que praticam pequenos furtos. Em evento na última sexta-feira, o petista minimizou e relativizou os pequenos furtos no Brasil lamentando a fome no Brasil e afirmando que ‘pessoas são presas porque roubaram um pãozinho’.

Diante de mais uma asneira proferida por Lula, tutor maior da nação brasileira, a quem cai a responsabilidade de disseminar a ética, a moral e a licitude, o juiz José Gilberto Braga, que atua na cidade de Jales, no interior de SP, reagiu as declarações do petista e sugeriu que o presidente ‘minimiza e até mesmo colabora’ com o aumento de furto de celulares, ao decretar a prisão preventiva de um homem que teria cometido o crime. Segundo Braga, ‘crime é crime e não se pode considerar normal a conduta de alguém que subtrai o que pertence ao outro’.

Reminiscência

O colunista da UOL Felipe Moura Brasil, em seu artigo publicado no dia 24 de abril de 2022, disse que as causas da criminalidade são variadas, claro, mas uma delas é a justificativa moral para o crime pela baixa renda ou por qualquer outra condição social do criminoso. Enquanto igrejas cristãs ensinam aos pobres que o crime é pecado independentemente de sua condição, intelectuais, artistas e políticos de esquerda disseminam no ambiente cultural o relativismo que arrefece o freio moral aos piores impulsos individuais.

O colunista faz referencia a uma frase de Lula em entrevista [de 6/12/2017] à rádio Continental AM, de Campos [de Goytacazes], em sua caravana pelo Rio de Janeiro, ilustra a tese esquerdista: ‘Um jovem que está trabalhando, que recebe um salário e pode comprar um celular bonito como este teu, ele não tem por que assaltar uma pessoa para roubar um celular.’

A conclusão inevitável é que um jovem desempregado tem, sim, por que assaltar. Na prática, a [ala lulista da] esquerda insulta os pobres de bem, que buscam vencer sem recorrer ao crime, e legitima as ações daqueles que se deixam levar pelo mal que ela fomenta. Mas Lula vai além. Em sua caravana pelo Rio, ele também discursou contra a prisão de governadores eleitos que roubaram dinheiro público.

‘Eu estou triste com o que está acontecendo com o Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro não merece a crise que ele está vivendo. O Rio de Janeiro não merece que governadores eleitos democraticamente estejam presos porque roubaram o povo brasileiro e roubaram dinheiro público. Eu nem sei se é verdade, eu nem sei se é verdade, porque eu não acredito no que a imprensa fala.’ O que meu Rio não merece, apesar da irresponsabilidade de boa parte dos eleitores, é escutar Lula pregando abertamente a impunidade de bandidos.

Ou expressando-se tão mal – estou sendo generoso agora – que parecia lamentar as prisões de aliados corruptos, como Sérgio Cabral, “eleitos democraticamente”, e não o roubo de dinheiro dos cidadãos fluminenses, colocado ainda em dúvida por Lula, embora Cabral esteja preso até hoje pela roubalheira, condenado mais de vinte vezes a centenas de anos em penas acumuladas.

Mas a série de declarações de Lula sobre a ladroagem já vinha de meses antes naquele ano. Em 25 de agosto de 2017, em entrevista a uma rádio universitária de Pernambuco, Lula havia atribuído a incidência de homicídios no estado à pobreza: “É uma coisa que está intimamente ligada. Ou seja, o cidadão teve acesso a um bem material, a uma casinha, a um emprego, e de repente o cara perde tudo. Então, vira uma indústria de roubar celular. Para que ele rouba celular? Para vender, para ganhar um dinheirinho. Eu penso que essa violência que está em Pernambuco é causada pela desesperança”

Ainda segundo a matéria da UOL, anos depois, em 8 de novembro de 2019, em discurso após sair da prisão, Lula voltou ao tema: “Eu não posso ver mais jovem de 14, 15 anos assaltando e sendo violentado, assassinado pela Polícia, às vezes inocente, ou às vezes porque roubou um celular.” Nos termos da lei, obviamente, menores de idade flagrados roubando qualquer coisa têm de ser apreendidos sem qualquer violência, à exceção do uso legal da força para efetivar a prisão em caso de resistência ou algo do gênero, de modo que esta fala específica de Lula é defensável como posição contrária a abusos policiais, eventualmente fatais.

Por fim, percebe-se que Lula, o líder maior dos petistas, insiste na sua tese de que pequenos furtos praticados pelo menores delinquentes devem ser perdoados, afinal, o que é um celular ou um pãozinho?

Esquece Lula que não se trata do valor aparentemente insignificante do objeto roubado, mas sim do delito praticado, afinal qual a diferença entre se roubar ou furtar um celular ou uma TV de Led? de se roubar 1 real ou um milhão de reais? E repetindo o qeu disse o eminente magistrado José Gilberto Braga: ” crime é crime e não se pode considerar normal a conduta de alguém que subtrai o que pertence ao outro’.

Fonte: Professor Taciano

Professor Taciano Medrado

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

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