22 de fevereiro de 2024
Colunistas Priscila Chapaval

National Geographic

Hoje por acaso liguei a TV no Canal National Geographic e assisti um documentário que me chamou a atenção.

Falavam de como os mares do mundo afora estão sendo protegidos por ONGS ou comunidades que se dedicam à proteção de peixes, tartarugas, fauna e flora marítima e em especial as baleias.

Me lembrei que no século passado – 1900 e qualquer coisa – fui com amigos até João Pessoa para conhecer essa cidade e para onde os turistas de outras nacionalidades queriam tanto ir para lá conhecer.

Depois de visitar João Pessoa e arredores, fomos informados no hotel que naquela noite, de madrugada, haveria um passeio até o Porto de Cabedelo.  Iríamos num barco grande e nesse tour estaria incluído um jantar, e a volta para João Pessoa, quase ao amanhecer.

Toda a turma topou fazer esse passeio e lá fomos nós tarde da noite e mais um monte de hospedes gringos.

A travessia dava medo, era uma noite escura, sem lua, e lá fomos nós com as boias por cima da roupas caso houvesse alguma emergência.

Chegamos ao Porto de Cabedelo e fomos recepcionados por japoneses. De repente surge na escuridão um navio baleeiro enorme com várias baleias penduradas por uns cabos. E muito sangue no mar.

Imediatamente uma equipe de japoneses começa a trazer as baleias do navio, com uma corrente enorme, e puxavam para uma rampa no cais.

E numa rapidez de um mestre do sushi, as baleias eram cortadas, e cada parte delas servia para alguma indústria.

Por exemplo, as guelras eram exportadas para a Itália onde usavam para decoração em especial em abajures. Os ossos para a indústria de adubo. A gordura para virar óleo para aquecer no inverno europeu. E num rápido período de tempo, a baleia grandona virava adubo, óleo, decoração, mil coisas eram aproveitadas. E rapidinho a rampa, era lavada por outro grupo  e lá vinha outra baleia.

Nunca tinha visto algo tão horrível como esse. A baleia sangra, é um mamífero. E a água no entorno do cais e da rampa, era vermelha de tanto sangue.

E logo em seguida nos convidam para o jantar. Muitos com dor de estômago e ânsia de vômitos ao ver aquele animal ser esquartejado daquela forma.

E o jantar era churrasco de baleia. Não comi, claro, mas quem comeu e gostou disse que parecia com o sabor de peito de galinha.

E o navio que abatia as baleias era japonês bem como toda a tripulação. Até hoje não sei o porquê de os japoneses irem lá para abater nossas baleias. E como isso era permitido. Se alguém souber escreva aqui.

E agora volto ao National Geographic. Defendendo o mar e os seus habitantes. É para se pensar…

Priscila Chapaval

Jornalista... amo publicar colunas sobre meu dia a dia...

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