7 de julho de 2022
Yvonne Dimanche

Tudo no mesmo saco


O mundo está tão chato que não existem mais diferenças e sutilezas, ou é uma coisa ou é outra. Vejamos:
– Não gostar do trabalho de um ator negro está no mesmo saco do racismo. Não se pode mais falar mal de nenhum negro, índio, viado, sapatão e minorias. Essas pessoas estão envoltas em uma espécie de santidade e nada é permitido falar contra, ainda que sejam assassinos, tarados, pedófilos e tudo mais.
– Não gostar do PT está no mesmo saco dos capitalistas ferozes prontos para matar os pobres.
– Não gostar do capitalismo feroz está no mesmo saco de Stalin que matou dois milhões de seus conterrâneos.
– Não gostar do PT está no mesmo saco de odiar o Chico Buarque de Holanda, um dos maiores compositores brasileiros a quem devemos reverenciar diariamente.
– Uma mulher não gostar de ser assediada, apalpada ou violentada por homem está no mesmo saco daquelas que odeiam os homens em nome da sua verdade. Os homens não são meus inimigos, felizmente não passei por esse dissabor de milhões de mulheres no mundo inteiro. Aquele que faz mal é meu inimigo, mas não todos os homens.
Terminando, o problema é que cada um tem a sua verdade. Isso é salutar, mas a nossa verdade absoluta termina quando começa a do outro.

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