Puma 1500 não era muito rápido, mas era exclusivo

Naqueles idos de 1969, importar carros esportivos para o Brasil já era um tanto complicado. Daí empresas nacionais como a Puma começarem a crescer no mercado nacional, oferecendo alternativas mais em conta – mas nem por isso menos exclusivas – para quem desejasse comprar um modelo mais arrojado. E a publicidade da época destacava justamente essa exclusividade: entre os mais de dois milhões de automóveis em circulação no país, então, somente 300 seriam do modelo GT. Um verdadeiro clube fechado!

puma_1969-minAnúncio do Puma GT 1500 1969

Montado com uma carroceria de fibra de vidro sobre base mecânica da Volkswagen (a desse GT 1969 do anúncio acima oferecia modestos 60 cv, mas que combinados ao peso reduzido, chegava a ser divertido de dirigir), o Puma era fabricado com muito capricho, bem acabado e com linhas que não deviam nada aos mais sofisticado modelos europeus. Tanto que, um pouco mais tarde, ele passaria a ser exportado para vários países.

propaganda_puma_franca-minAnúncio de exportação do Puma na França

Nascido alguns anos antes, com mecânica DKW de dois tempos, o Puma foi o mais bem sucedido esportivo fora-de-série brasileiro, resistindo bravamente no mercado até a segunda metade dos anos 1980. Àquela altura, além dos “Puminhas” com motor refrigerado a ar (do Fusca e, depois, da Brasília) a fábrica já produzia versões GTB, empurradas por motores de seis cilindros da Chevrolet. Em dificuldades financeiras, mudou de mãos e produziu utilitários até o final dos anos 1990, quando finalmente saiu definitivamente de cena.
Ironicamente, hoje, quem tem um daqueles belos Puma em bom estado, voltou a gozar do status de membro de um clube para poucos: o de colecionadores de carros clássicos.

propaganda-puma-1500-minAnúncio do Puma GT 1500

FONTE: BLOG REBIMBOCA

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