21 de julho de 2026
Ligia Cruz

Um plano da oposição


O plano da oposição de defenestrar Bolsonaro está encontrando eco porque dentro do próprio governo não há coesão. A todo momento aumentam os insatisfeitos.
Sergio Moro, Damares Alves e Paulo Guedes, e sabe quem mais, têm demonstrado que a paciência está no limite. Jair Bolsonaro não tem reagido de forma razoável em resposta ao cerco ferrenho dos desmamados do governo e seus tentáculos mundo afora.
A homenagem que ele receberia na próxima semana nos EUA teve uma repercussão negativamente muito acima do tom. Isso comprova que os opositores estão em todas as partes e alinhados.
Taxado de “homem perigoso”, inimigo dos ambientalistas e dos LGBTI – perdoem se falta consoante – o presidente desistiu da viagem. Óbvio que a mídia está reagindo ao fim das generosas verbas e o confronto tende a aumentar.
O fato é que o PT teve muito tempo para armar toda uma rede de “amigos” do poder, que recebia fartamente a receita da nação. Nenhum partido deveria reeleger-se sucessivas vezes. Isso não faz bem à democracia.
Moro, que topou ser ministro com a condição de ser um superministro, descobriu cedo demais que há um ranço enorme contra ele devido à devassa na Lava-jato. Óbvio que não seria fácil transitar no congresso. Sua presença por si só já é motivo de obstáculo. Fora a frustração de ter o projeto anticrime de sua autoria desprezado pelo próprio presidente da Câmara Rodrigo Maia.
O líder dos deputados despejou com desdém todo o trabalho no colo de dois deputados da oposição mais radical. E Bolsonaro não o defendeu um milímetro sequer. Não exatamente a ele mas a proposta que o levou à presidência.
Damares Alves, do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, pediu para sair alegando problemas de saúde. Ela percebeu que descascar o triplo abacaxi depende mais do que fé cristã, uma faca serrilhada. E o presidente também já percebeu que a reza tem que ser muito brava. Quanto menos bater boca, melhor. Talvez por isso o vice, Hamilton Mourão, anda mais sisudo.
Paulo Guedes, o super da pasta da Economia, depois da pesada sabatina na CCJC (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), que rendeu um desgaste enorme, submergiu para dedicar-se à nova previdência e ao controle da taxa de juros. Esqueceram de avisar a todos que política e casca de banana tem tudo a ver.

Ligia Maria Cruz

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Ligia Cruz

Um pouco de mim

Ligia Cruz

Strike urbano

Ligia Cruz

Fogo amigo

Ligia Cruz

Au revoir Lula

Ligia Cruz

O recall do ladrão