Um plano da oposição


O plano da oposição de defenestrar Bolsonaro está encontrando eco porque dentro do próprio governo não há coesão. A todo momento aumentam os insatisfeitos.
Sergio Moro, Damares Alves e Paulo Guedes, e sabe quem mais, têm demonstrado que a paciência está no limite. Jair Bolsonaro não tem reagido de forma razoável em resposta ao cerco ferrenho dos desmamados do governo e seus tentáculos mundo afora.
A homenagem que ele receberia na próxima semana nos EUA teve uma repercussão negativamente muito acima do tom. Isso comprova que os opositores estão em todas as partes e alinhados.
Taxado de “homem perigoso”, inimigo dos ambientalistas e dos LGBTI – perdoem se falta consoante – o presidente desistiu da viagem. Óbvio que a mídia está reagindo ao fim das generosas verbas e o confronto tende a aumentar.
O fato é que o PT teve muito tempo para armar toda uma rede de “amigos” do poder, que recebia fartamente a receita da nação. Nenhum partido deveria reeleger-se sucessivas vezes. Isso não faz bem à democracia.
Moro, que topou ser ministro com a condição de ser um superministro, descobriu cedo demais que há um ranço enorme contra ele devido à devassa na Lava-jato. Óbvio que não seria fácil transitar no congresso. Sua presença por si só já é motivo de obstáculo. Fora a frustração de ter o projeto anticrime de sua autoria desprezado pelo próprio presidente da Câmara Rodrigo Maia.
O líder dos deputados despejou com desdém todo o trabalho no colo de dois deputados da oposição mais radical. E Bolsonaro não o defendeu um milímetro sequer. Não exatamente a ele mas a proposta que o levou à presidência.
Damares Alves, do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, pediu para sair alegando problemas de saúde. Ela percebeu que descascar o triplo abacaxi depende mais do que fé cristã, uma faca serrilhada. E o presidente também já percebeu que a reza tem que ser muito brava. Quanto menos bater boca, melhor. Talvez por isso o vice, Hamilton Mourão, anda mais sisudo.
Paulo Guedes, o super da pasta da Economia, depois da pesada sabatina na CCJC (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), que rendeu um desgaste enorme, submergiu para dedicar-se à nova previdência e ao controle da taxa de juros. Esqueceram de avisar a todos que política e casca de banana tem tudo a ver.

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