28 de maio de 2022
Joseph Agamol

O Brasil retrocedeu


É, amiguinhos.
Retroagiu.
Deu marcha a ré.
Regrediu.
Largou dos boxes.
Ou nem largou mais. Ficou lá, paradão, na rabeira da pista.
E não é só em uma área, não, amigos, mas em tudo que minha vista alcança: esporte, educação, sociedade… Tudo.
Não distingo qualquer progresso real, palpável, concreto, seja em que setor for. Nada. Nadinha. Néris. Neca de pitibiriba.
E por que eu cheguei a essa conclusão, ou melhor, estou reafirmando-a solenemente, porque concluir já concluí faz tempos? Por uma série de fatos, não necessariamente interligados, mas ainda assim intimamente conectados, a saber:
1 – Hoje vi um programa comemorativo da medalha de ouro olímpica para o Brasil no vôlei de praia feminino. Duas duplas brasileiras disputaram a final. Isso há mais de 20 anos, em Atlanta. De lá pra cá? Ladeira abaixo. No esporte como um todo. No futebol em particular. A gente joga bola e não consegue ganhar, como dizia o Ultraje.
2 – Tentei assistir ao programa “Encontro”, na Globo, sem tomar um Engov antes. Fui nocauteado. Já há um tempo percebo que todos os dias – TODOS – há pautas ligadas à filigranada engenharia social que está se tentando impor ao planeta – e nosso país parece ser um gigantesco tubo de ensaio para esse fim.
Absolutamente tudo ligado às políticas moderninhas e politicamente corretíssimas está lá no tal programa, bombardeando massivamente os cérebros de quem assiste àquela massa informe de dejetos pretensamente culturais diariamente. Dá pena. Dá dó. Tristíssimos trópicos.
3 – Hoje também o ministro Sérgio Moro foi prestar esclarecimentos sobre um caso absolutamente esclarecido – menos nos corações e mentes mofados daquela parte da nação que torce contra e torpedeia incessantemente o governo, em busca de vocês-sabem-o-que: liberdade para vocês-sabem-quem.
Se, munidos de uma espécie de binóculos temporais, olharmos o passado do Brasil e irmos recuando nas décadas, 80, 70, 60, 50, e seus ícones e símbolos, seus Tons, seus Drummonds, seus Guimarães, seus Lacerdas, Cecílias, seus Nelsons e Francis, suas obras, sua música, sua elegância, sua gentileza, fica tristemente óbvio que o Brasil involuiu.
O Brasil é uma espécie de Benjamin Button entre as nações: regrediu tanto, mas tanto, que um dia vai, simplesmente, deixar de existir.
Será vaporizado em meio a um imenso buraco negro de decadência, declínio, ruína, queda.
Como todos os impérios, sem nunca ter sido.

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Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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