23 de abril de 2024
Colunistas Joseph Agamol

O café é o xaveco da maturidade

Foto: Paul Newman com algo mais precioso que um Oscar

Fico imaginando o primeiro ser humano a olhar um grão de café e pensar:

Será que se eu amassar esse trem aqui e adicionar água quente vai dar bom?!

Mas o café, já há muito, deixou de ser uma mera beberagem olorosa e de intenso sabor.

Café é pausa. Pensamento. Reflexão.

O café já fez mais pela meditação do que todos os coachs quânticos do mundo.

Mas há aspectos insuspeitos, mais coisas entre o fundo e a asa da caneca do que podemos imaginar.

O café é a paquera madura. O xaveco pós-30.

– E aí? Quando vai rolar AQUELE nosso café?

(Reparem a entonação de “AQUELE” e as reticências ao final da frase)

E – voilà! – o café se metamorfoseia, magicamente, no início da noite, em uma taça de vinho. Ou mais.

É um mundo de promessas que cabe perfeitamente numa xicrinha.

E aí? Não gostaria de entrar para uma XÍCARA de café?… Hein?

Joseph Agamol

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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