17 de abril de 2024
Colunistas Joseph Agamol

Hoje é dia celebrar D. Pedro II: um dos maiores brasileiros que já existiram

Imagem: Louis Auguste Moreaux

Sim, um dos maiores. E olha que já tentaram de tudo para “desconstruir” sua imagem – isso desde que ele era governante. Em vão.

Só conseguiram tirá-lo do poder mediante um golpe. Sim, golpe. Pois, como se sabe, “o povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada.”, nas palavras do jornalista Aristides Lobo.

O povo, que o amava, poderia ter resistido. Dom Pedro poderia ter liderado essa resistência, mas, sabedor do alto custo humano que isso teria, preferiu o afastamento, tendo dito, segundo testemunhas: “Já trabalhei muito e estou cansado. Irei então descansar”.

O imperador era um homem raro, daqueles cuja simples contemplação da figura já inspirava respeito, admiração, lealdade – já inspirava.

Dom Pedro EMANAVA sentimentos bons, afeto, bondade, amor, compaixão.

Como disse lá no começo, a sanha iconoclasta e revisionista que é particularmente furiosa no Brasil, e ainda mais quando regimes autoritários estão no poder, jamais o atingiu. Sua imagem permanece imaculada, ícone de tudo aquilo que representa um homem público:
Honra. Austeridade. Inegociabilidade de princípios. Dignidade.

Sua imagem é ícone e deveria ser modelo, meta, alvo, a ser mirado não apenas pelos políticos – mas por todos que habitam esse país.
Dom Pedro II, um rei absolutista, que, absolutamente, jamais foi absolutista.

Hoje, eu prefiro comemorar não o seu afastamento:

Mas sua memória.

Seu legado.

Sua EXISTÊNCIA.

Salve, imperador.

Joseph Agamol

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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