5 de março de 2024
Colunistas Joseph Agamol

A violência no Rio


Foto: Arquivo Google – Jornal Metrópole

O problema da violência no Rio não é quem a provoca mas quem a combate – a lógica distorcida de quem sente orgulho do caos.

Ainda sobre a desastrosa abertura do carnaval carioca, em Copacabana, li alguns comentários que me fizeram perder um pouquinho mais da já pouca fé que mantenho sobre a recuperação – em todos os sentidos, ético, moral, social – do Rio.
Alguém comentou que o problema, durante e após o evento, não foram os arrastões – porque, para estes, basta se manter “esperto”.
O problema seria a polícia, que – mas não é mesmo um absurdo?! – “invadia” os pacíficos arrastões à base de spray de pimenta e bombas de efeito moral.
O carioca – ou ao menos uma parte considerável da população – parece ter não só se acostumado com a violência, mas a normatizado, tê-la incorporado ao cotidiano da cidade.
Como se a violência já fizesse parte da paisagem carioca, como as chuvas de verão, o Corcovado e o barquinho que vai quando a tardinha cai.
O pior disso é perceber que alguns cariocas parecem sentir prazer nessa lógica invertida e perversa.
Parece que sentem um certo orgulho do caos.

Joseph Agamol

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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