17 de abril de 2024
Veículos

RS 6 Avant Performance, o “carro de corrida família” da Audi

Marca alemã anuncia que trará a versão mais potente de sua Station Wagon para o Brasil em 2024, por quase 1,2 milhão.

Fotos de divulgação

A Audi acaba de anunciar que vai vender aqui no Brasil, no ano que vem, a versão mais potente da camionete – ou perua, como preferem os paulistas – RS 6 Avant, a Performance. Falar em uma RS 6 mais potente chega a ser engraçado, já que a versão “normal” do carro, disponível atualmente por aqui já é um tremendo canhão de 600 cv de potência. A Performance é a opção mais potente do carro já produzida e tem 30 cv a mais, sendo capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos (o 0 a 200 km/h leva 11,7 segundos) e atingir os 2808 km/h de máxima. Isso com controle eletrônico, certamente, porque sem essa limitação ela deve passar dos 300 por hora, fácil, fácil. O preço de todo esse exagero será de R$ 1.193.990,00 – ou quase R$ 1,2 milhão, num português mais direto.

Em mercados como o nosso, um carro como a Avant RS6 é uma espécie de peixe – ou tubaroa – fora d’água. Isso porque, há tempos, aqui os carros com sua configuração foram praticamente banidos, dando lugar aos SUVs na preferência geral. Mas se esses esportivos utilitários – especialmente os de porte médio ou grande – costumam oferecer espaço interno equivalente ao das stationwagons e, o mesmo não se pode dizer sobre sua dirigibilidade e, sobretudo, o prazer de dirigir que proporcionam.

É antes de tudo um problema de física: carros mais altos têm centro de gravidade mais alto e oscilam mais. Além disso, sua distribuição de peso está mais próxima à de um furgão ou minivan que à de um carro. E para fazer com que um SUV ultrapotente – como algumas das versões produzidas por marcas como BMW, Mercedes, Porsche e a própria Audi – tenha um desempenho realmente convincente sem enjoar (ou matar) seus ocupantes, é necessário embarcar neles uma enxurrada de controles eletrônicos, retirando do motorista boa parte de sua autonomia de condução.

Em carros como essa RS6, a coisa é digamos, mais tradicional. Centro de gravidade baixo, pouca inclinação de carroceria mesmo nas manobras mais fechadas, aerodinâmica infinitamente mais favorável e uma sensação ao volante digna de um verdadeiro esportivo – e que já guiou um desses carros, em autódromo ou pelas famosas autobahnen, as autoestradas perfeitas e com trechos sem limite máximo de velocidade máxima da Alemanha, sabe do que estou falando. É outro papo.

Mas mesmo para quem não vai poder, nunca, viajar com médias de velocidade em torno dos 200 km/h, mas sim aos máximos 120 km/h de nossas melhores rodovias, a vantagem no tal “driving feeling” de uma RS6 para, digamos, sua irmã SUV Q7, é significativo. Isso pra quem valoriza esse tipo de coisa, claro.

A Audi RS6 é um tipo em extinção

Além de ser – como já mencionamos repetidamente neste post, perdão – uma stationwagon, e por isso mesmo um tipo de carro que está se tornando mais raro a cada dia, essa RS6 Performance ainda usa um motor V8! A própria Audi adjetiva seu 4.0 litros biturbo como “consagrado”, o que é um indicador de tempo. Segundo a marca, para a nova versão, esse motorzão ganhou turbo-compressores maiores, com pressão máxima mais alta – passou dos 2,4 da “comum” para 2,6 bar – e teve o gerenciamento do motor e da transmissão reajustados para proporcionar respostas mais rápidas. Acho que vale mencionar também que o propulsor agora gera pouco mais de 86 kgfm de torque (quer uma comparação? O fortudo motor 1.3 turbo da Jeep e da Fiat, atualmente usado sem seus carros mais fortes, rende 27 kgfm).

Tudo isso despejado permanentemente sobre as quatro rodas, normalmente divididos em 40% para as dianteiras e 60% nas traseiras, mas que podem chegar a até 70% na frente ou até 85% lá atrás, de acordo com a necessidade do caminho e das circunstâncias. O câmbio é automática do tipo tipronic de oito marchas, com trocas ultrarrápidas e que podem ser feitas também manualmente. E ainda há seis modos de condução selecionáveis. Quatro pré-programados, Efficiency, Comfort, Auto, Dynamic, e dois modos customizáveis, RS1 e RS2, que podem ser ajustados para jantar as pistas de corrida, mais rápidas, em track days, por exemplo.

Audi RS6 Performance é híbrida-leve

Um toque de modernidade – ou contemporaneidade – dessa “perua voadora” está no uso do apoio elétrico MHEV (mid-hybrid, ou híbrido leve). Ele usa um sistema elétrico primário de 48 volts, com bateria de íons de lítio e alternador de correia (BAS), que aumenta seu desempenho e eficiência e contribui para reduzir um pouco a emissão de poluentes. A Audi informa que esses sistema permite ao carro rodar com o motor desligado em velocidades entre 55 e 160 km/h, por curtos períodos. O sistema ajuda também nas arrancadas e, durante a desaceleração, pode recuperar até 12 kW de energia para a bateria.

Outras novidades da RS6 Performance 2024

A Audi informa o modelo 2024, atualizado da RS6 Performance ganhou um novo visual, e o release tem umas duas páginas só falando sobre recursos de conforto e de acabamento, personalizações estéticas possíveis e outros mimo. Peço desculpa por não enumerá-los aqui, mas creio que, a esta altura, já enumerei o mais importante (e relevante) sobre o carro. O resto, você provavelmente vai também encontrar em um desses SUVs de alto luxo.

Fonte: Rebimboca Comunicação

Henrique Koifman

Jornalista, blogueiro e motorista amador.

Jornalista, blogueiro e motorista amador.

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