19 de maio de 2024
Walter Navarro

Feliz 2018

ParisBonjour e caviar para todos; bom dia e Champagne para o resto.

Fiquem tranquilos porque sentei-me e esperei a vontade de fazer uma retrospectiva 2015 passar.

Aliás, retrospectiva pra quê? Pra comemorar o quê? Só se for nossa sobrevivência na PTlândia, o que, sinceramente, não vale a pena.

No começo do ano, quase três meses em dois CTI, quase morri e não me contaram. O resto do ano fiquei fingindo de morto pra ver se me esqueciam, pra passar minha vez, pra dizer que não era comigo, que eu tinha nada a ver com isso; pra mandar passar mais tarde, guardar pro Révéillon porque o céu pode esperar.

Já a vida não pode nem espera ninguém. Então, não me perguntem como, mas estou em Paris. Eu mereço. Aqui tem terrorismo, mas pelo menos não tem Lula, Dilma, Renan, Cunha, STF etc. E essa lama todo dia!

Mas pra vocês dou uma dica, esperando que não espalhem: entrei pro ramo do Tráfico de Mulheres Brancas…. Dá muito mais grana que jornalismo, juro.

Paris está onde sempre esteve: uma delícia Taylor de Orléans y Bragança das Duas Sicílias.

Não deu tempo de rever muita coisa ainda porque, com fuso horário, tenho que mandar este texto daqui a pouco. Aqui, 14h22, aí 11h22. Ops! Ganhei três horas, posso enviar até às 18h daí. O problema é a tomada, corro o risco de ficar sem bateria porque não tenho um adaptador, mas me viro.

Aluguei um abatedouro no 28, rue Delambre, Montparnasse. Cheguei ontem, às 17h e deu tempo de ir ao supermercado…

Um frio decente. Quartier (bairro) legal, sem turistas. Lá pelas 22h, em plena segunda-feira, todos os bares e cafés cheios.

Dei uma volta, fiz umas fotos “cabeça” e voltei a tempo de ver um documentário sobre Sinatra. Nada mal para uma primeira noite. Agora, espero a “Bela Adormecida” acordar para vermos o que é bom para tosse, sem pneumonia ou tuberculose, please…

Hoje pela manhã já saí para mais uma aventura na padaria e no supermercado. Frio mais que suportável, céu azul e sol amarelo.

Já comi anchovas, atum, queijo Camembert e agora estou na cerveja, com baguete ao som de queijo de cabra. Esquentando os tamborins e os violinos.

Dizem que, por causa dos atentados de novembro, o turismo caiu 20%. Ainda não percebi. Vi nada de ostensivo até então. E o motorista do táxi, filho de vietnamitas, só falou sobre o espinhoso e belicoso tema porque perguntei.

Não pretendo morrer, mas ser explodido por bombas ou metralhado por fanáticos é mais nobre e romântico; muito menos ridículo, que morrer de dengue, chincungunha ou zika, não é verdade?

Bom, semana que vem ainda estarei por aqui. Espero ter coisas mais densas a escrever e contar. Se tudo correr bem, dia 5 ou 6 de janeiro estaremos em Amsterdam e depois Lisboa.

Que vontade de chegar ontem, de novo, sem fim!

Por hoje é só o que está tendo.

Beijos indecentes nas leitoras e aquele abraço nos leitores.

ps: o título de hoje não indica embriaguez, na verdade, desejo a todos um feliz e próspero 2019 porque um novo presidente será eleito em 2018, mas a faxina com OMO Total, querosene e fumacê só começará em 2019.

bruno

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