20 de maio de 2024
Junia Turra

Enfie o dedo na goela e vomite!

escutatoriaEscutatória: Escute a crítica, avalie se é procedente ou não, mas reflita. Desarme-se e evolua. Aprenda a ouvir, quebre parâmetros e desconstrua-se. Porque do contrário, o único que perde é você. Perde amigos, perde momentos, perde algo imperdível: a evolução e a caminhada. Quem fica parado é poste.  Se jogue!
Fica a dica pra quem não faz autocrítica nunca. Só joga umas críticas no ventilador, normalmente ao outro: ao vizinho, ao amigo, ao colega de trabalho, ao político, Sempre é o outro. No conjunto da obra tudo é lindo em si mesmo: é o sábio quem fala, o que aprendeu tudo, que sofreu tudo, o tal que no karma dos karmas foi sempre Cleópatra, a bruxa-mor queimada na fogueira, a princesa na torre e está aqui de novo, Cavaleiro da Távola redonda, claro, mas acima da maioria.
E vale para o coletivo: o país melhor do mundo, o mais rico, o mais bonito, com o melhor futebol, as praias mais limpas e lindas, o país do futuro… cai em desgraça… vira um lixão a céu aberto.
Mas a criatura não tem nada com isso. Nadinha. Ah, e a autocrítica? O mea-culpa? Ficou só da boca pra fora, para o vizinho, para o amigo, para o colega de trabalho. Sempre o outro. E continua sendo o outro apenas.
E se as cartas forem colocadas na mesa: olha isso, está errado, não é por aí! O que acontece? Ou a criatura se vitimiza e entra na síndrome do coitadismo – ah, então sou eu a culpada de tudo, sou incapaz (porque assim acaba o assunto, não é?) – ou já define o outro como ofensivo e dá-lhe definições diminutas. De um jeito ou de outro encerra-se o assunto.
A criatura que recebeu a crítica ou a quem foi apontado o erro escapou, escapuliu. Cabe como uma luva para falta de amadurecimento, de culhão, demonstra autoestima baixa e uma tentativa inglória de querer ser mais do que se é, de evoluir. Falta amor próprio. Quem sabe terá que voltar algumas vezes aqui no planetinha pra aprender mais, não é? Ou aprenderá em outro lugar, mas a vida eternamente cobra evolução. Quem não quer seguir adiante e bate o pé, se atrasa e fica ali. O  Universo não para para esperar.
Moral da História: ninguém nasce pronto, nem o indivíduo, nem a sociedade. Cabe a cada um individualmente ser mais ou menos. Livre arbítrio. Quebrar parâmetros, desconstruir a si mesmo muitas vezes, ouvir o outro, escutar  a crítica alheia e não esperar apenas aplausos ou que se juntem uns e outros, formando um grupinho, um bando para  afogar as perguntas em conclusões definitivas.
E aí temos os que se autointitulam melhores que os demais  e não enxergam a massa de manobra que são no grande jogo político-econômico que move a humanidade desde séculos e séculos.
borboletas
Vamos lá, grupos ilusionistas! A maioria grita em rede social, mas na vida real, uns vivem de cabecinha baixa, massacrados pela realidade e outros estão ali compactuando e fazendo a engrenagem calhorda funcionar, mas se dizem oposição, ou opostos ao status quo de caos vigente. Hipocrisia “mode on”.

bruno

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *