22 de julho de 2024
Adriano de Aquino Colunistas

A asfixia do jornalismo investigativo

Nos últimos cinco anos assistimos a asfixia gradual do jornalismo investigativo.

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Esse vergonhoso processo foi capitaneado por empresas do consórcio da grande imprensa.

A participação da grande imprensa em processos de manipulação da notícia por interesse econômico/político,não é um fato inédito.

A novidade, do que agora vivemos, está no surgimento e expansão da Internet.

As redes sociais e os diversos aplicativos disponibilizados pelo sistema digital se consolidaram, rapidamente, como ferramentas opcionais que permitem ao usuário ter acesso à informação menos tendenciosa do que aquelas ‘noticias’ plantadas pelas velhas empresas de comunicação.

O rápido surgimento de editorias autônomas se consolidou em canais de notícias que aglutinam milhões de assinantes.

Podemos dizer que no campo informacional vivemos uma verdadeira revolução.

A Internet é hoje o fluxo principal por onde transitam as informações.

É claro que tamanha transformação levaria grupos econômicos e donos das grandes empresas de comunicação a buscar saídas para se manterem lucrativas.

Uma das saídas foi se aliarem a setores da política e autoridades públicas que, assim como os editores da velha imprensa, pudessem calar antagonistas(censura) para evitar ter seus interesses questionados publicamente.

Alguns veículos da velha imprensa replicaram matérias de apoio aos ‘inquéritos do fim do mundo’ e à atuação “exemplar” do ministro que os conduz.

Contudo, as tendenciosas noticias da maior empresa de entretenimento do país sobre o “Twitter Files”, são pífias e de alcance regional limitado.

É incontestável que os velhos canais de notícias estão marcados pela falta de credibilidade pública.

Contudo, no espectro digital, as postagens do jornalista norte-americano Shellenberher (BTzfiles) disparada pelo X (ex-Twitter) e compartilhada por vários canais digitais, certamente extrapolaram o plano regional e chegaram a milhões de usuários das redes mundo afora. Muitos deles conhecem o Brasil apenas como celeiro da corrupção e da impunidade, da mulher bonita e gostosa e do futebol.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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