23 de maio de 2022
Editorial

“No-vac Djo-Covid”

Foto: Google Imagens – Sky Sports

“No-vac Djo-Covid”: “No-vac é uma corruptela em inglês para “não à vacina”. Djo-Covid vai pela criatividade das Redes Sociais.

Sim, é assim que o consórcio da imprensa e os ditos “politicamente corretos” estão nominando o super campeão no tênis Novak Djokovic. Um meme engraçado para as Redes Sociais, mas acho que a intenção deste “apelido” vai mais fundo… eles querem carimbar o tenista número 1 do mundo como politicamente incorreto ou negacionista – termo da moda – por não ceder aos ditames do consórcio e dos politicamente corretos, porque fica bonitinho na mídia ser a favor da vacina.

Sigo dizendo como disse desde o início e vou me repetir quantas vezes for preciso: Sou a favor da vacina, tanto que tomei as 3 doses recomendadas e assim o fizeram minha mulher, meus filhos e netos, mas cada um por sua absoluta decisão, ou no caso dos menores (meus netos mais novos – 14 anos), por decisão de seus pais.

Só não consigo engolir que ela seja obrigatória… deixe eu explicar melhor: até aceito que seja compulsória, desde que ela passe da derradeira “fase 4”, ainda em andamento, por mais dois anos, como de praxe, assim como todas as demais vacinas do nosso PNI (Plano Nacional de Imunização) passaram: BCG, Hepatite, Tetravalente (3 doses), Tétano, Coqueluche, Tifo, Sarampo. Meningite (que eu tomei), HPV, Febre Amarela, Tríplice Viral e as demais que fazem parte do esquema vacinal dos brasileiros, com seus reforços quando necessários. Estou me repetindo quanto ao Editorial da semana passada, mas foi necessário…

Quanto ao Djokovic, estou com ele. Acho que isso deve ser uma decisão de cada um e não obrigatória, afinal se a maioria se vacinar, os únicos a se arriscarem serão aqueles que não se vacinaram – sua exclusiva responsabilidade – então… jogar pra galera e exigir vacinação é politicamente correto e o consórcio da mídia adora explorar isso…

Na realidade como o Presidente Bolsonaro também não concorda com a obrigatoriedade da vacina contra a Covid, o consórcio se aproveita para, sempre em aposto, ao comentar: “as vacinas que o Presidente incentiva a todos a não tomar”. Eles adoram isso.

Voltemos ao tênis e analisemos a imagem a seguir:

Imagem: Google Imagens – AppTuts.net

Os jogadores de tênis ficam, cada um em um lado da quadra, separados por exatos 23,77m de quadra, sem contar o espaço que cada um opta por recuar, a fim de facilitar sua recepção. Sim, eventualmente durante o game, os jogadores podem ficar disputando voleios próximos à rede, mas nunca numa distância inferior à mínima recomendada pelos infectologistas. O juiz fica no meio dos dois, bem distante, ou seja a aproximadamente 12m de cada um… os meninos boleiros, ficam atrás dos jogadores, a mais de 2m e usam máscara, seguindo os protocolos dos torneios. Aqueles que têm contato direto com os jogadores (sua entourage) ou estão vacinados ou optaram por não se vacinar… o “afastamento social” diz que 2m é um espaço seguro, será que 24m não o são?

Sim, como sabemos, os não vacinados podem transmitir o vírus, assim como os vacinados também o podem fazer, mas se eles transmitem para os vacinados e a vacina é efetiva, qual o problema? Se os vacinados, ou não vacinados, transmitirem para os não vacinados, de quem será o problema? Dos não vacinados, óbvio, portanto, vacinem-se sim, mas se quiserem, nunca obrigados…

Foto: Google Imagens- Revista Tenis UOL

Agora a organização do maior torneio da França e o mais charmoso do Grand Slam – Roland Garros – decidiu não aceitar inscrições de tenistas não vacinados em seu fantástico torneio. Óbvio que Djokovic não irá, haja vista sua posição no Australia Open. Quem perderá? Djokovic será um deles, deixará de ganhar uma grana, pois certamente estaria nas finais, no mínimo nas semi, mas os espectadores e os organizadores do torneio terão os jogos sem o brilho de Djoko, provavelmente com Nadal e Federer e/ou com aquele grego que vem encantando – Stefanos Tsitsipas – ou uma zebra que costuma aparecer em Roland Garros. Sim os nomes deles são terríveis para o português.

Perfeito, é um direito dos organizadores, assim como é direito dos tenistas, em não aceitarem as regras e não participarem… todos perderemos: o torneio, o público, Novak e o Ranking Mundial, onde Djokovic ainda é o primeiro.

Vamos parar com esta febre de vacinação, ou como disse o Presidente: “Os tarados por vacina”. Uma figura de linguagem que o consórcio aproveitou, novamente, para criticar o Presidente.

Vacinem-se sim, se acharem que devem, mas só a tornem obrigatória.a partir do momento em que as vacinas, ora aprovadas como emergenciais, ultrapassem a 4a fase, garantindo um resultado muito melhor do que os 60 ou 70% atuais e sejam aprovadas integralmente pela nossa sempre atenta ANVISA.

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Advogado, analista de sistemas e editor do site.

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