A corrupção na Saúde do Brasil

Foto: Google – Revista Oeste

O Secretário estadual de Transportes Metropolitanos do governo Doria, Alexandre Baldy e o pesquisador da Fiocruz Guilherme Franco Netto (entre outros) foram presos hoje na Operação Dardanários, deflagrada pela PF para caçar desvios na Saúde, que teriam cometido antes de assumir a pasta. Alexandre pode responder pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, expediu seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão.

Os mandados da operação Dardanários estão sendo cumpridos nas cidades de Petrópolis (RJ), Goiânia, Brasília, São Paulo e São José do Rio Preto (SP). A investigação é um desdobramento das operações Fatura Exposta, Calicute e SOS, que tiveram o ex-governador Sérgio Cabral e gestores de seu governo (2007 a 2014) como investigados.

Baldy foi secretário de Indústria e Comércio do Governo de Goiás, na gestão de Marconi Perillo (PSDB) e atuou como ministro de estado das Cidades no governo de Michel Temer. Segundo a TV Globo, Baldy foi indicado para o cargo pelo já então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Hoje Baldy é deputado federal por Goiás licenciado e, depois de passar pelo PSDB e PODEMOS, está filiado ao Progressista (PP).

O nome Dardanários é uma referência “aos agentes de negócios, atravessadores que intermediavam as contratações dirigidas”.

Cito matéria do Correio Braziliense:

“Segundo o Ministério Público Federal, a operação é um desdobramento das investigações realizadas no âmbito das operações Fatura Exposta, Calicute e SOS, que apuram desvios de recursos do Rio de Janeiro repassados para Organização Social (OS) que administrou diversos hospitais no Estado e em outros locais do País.

A Procuradoria informou que a partir da colaboração premiada de ex-diretores da Organização Social Pró-Saúde, “foi elucidado o pagamento de vantagens indevidas para agentes que pudessem interceder em favor da OS em relação aos pagamentos do contrato de gestão do Hospital de Urgência da Região Sudoeste (Hurso), em Goiânia, que foi administrado pela Pró-Saúde entre 2010 e 2017”

Para possibilitar o pagamento de valores não contabilizados, os gestores da OS, à época, instituíram esquema de geração de ‘caixa 2’ na sede da Pró-Saúde, com o superfaturamento de contratos, custeados, em grande parte, pelos repasses feitos pelo Estado do Rio de Janeiro, os quais constituíram cerca de 50% do faturamento nacional da Organização Social (que saltou de aproximadamente R$ 750 milhões em 2013, passando por R$ 1 bilhão em 2014 e chegando a R$ 1,5 bilhão em 2015)”, indicou o MPF em nota.

De acordo com os procuradores, agentes “prosseguiram intermediando os interesses dos ex-diretores da OS na obtenção de contratos de sua empresa recém-criada com outros órgãos da administração pública, mediante o pagamento de um percentual a título de vantagens indevidas”.

Os investigadores identificaram a existência de um esquema de direcionamento de contratos da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através da Fundação de Apoio Fiotec.

Nestes casos, os empresários colaboradores narraram que obtiveram êxito na contratação de serviços de sua empresa em razão do comando ou da influência que os investigados exerciam nos órgãos, e, em troca, pagaram altas quantias de dinheiro em espécie ou até mesmo através de depósitos bancários”, diz a Procuradoria.”

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