29 de fevereiro de 2024
Colunistas Joseph Agamol

Selichot

imagem: AlrYast

Entre 4 e 5/10 foi o Yom Kippur, a data mais sagrada para os judeus. O Dia do Perdão, como é também popularmente conhecido.

Não pretendo aqui fazer uma descrição enciclopédica dos significados do Yom Kippur. Quero me ater a um deles, em especial, o que acho mais bonito e simbólico, dentro de uma data tão plena de símbolos: a comunhão da humanidade.

Para os judeus, a humanidade está tão entrelaçada, forma uma trama tão delicadamente urdida, de tal forma cuidadosamente tecida e engendrada, que o perdão deve ser pedido e solicitado ao Eterno não só pelos que cometeram erros, mas também, e talvez até principalmente, por aqueles que não erraram – na medida em que a responsabilidade pelo Bem é de todos.

Esse conceito é tão bonito em sua perfeição, em sua simetria, contém uma chave de ensinamento de tal forma precioso que, para mim, deveria ser a base de qualquer constituição terrena.

A humanidade inteira é uma família. Que as alegrias sejam compartilhadas. Que os fardos sejam em comum carregados.

E o perdão – selichot – seja concedido.

Tudo converge para a honra e a glória, os desígnios e luz de Hashem. Ainda que não compreendamos – principalmente se não compreendemos.

Selichot.

Joseph Agamol

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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