20 de abril de 2024
Colunistas Joseph Agamol

O amor não é um sentimento. É uma decisão!

É isso aí mesmo que você leu: amor é decisão. Erro crasso, ledo engano, atribuir às artimanhas de Eros o status de “sentimento”, algo volátil e, muitas vezes, tênue e fugaz. Quando o verdadeiro amor trata-se, em essência, de decisão. Como bem o sabiam nossos avós.

Decide-se amar, decide-se desamar, porque as coisas do coração são sérias demais para deixá-las a cargo de anjinhos travessos disparando aleatórias setas.

Se a pessoa é ótima na cama – mas jamais dará um bom parceiro, um bom pai/ mãe? Ame. Ou desame. E se, ao contrário, o candidato é pessoa sisuda, cumpridora de seus deveres, pagadora de boletos, mas o beijo não faz conexão com as regiões mais ao sul de sua geografia?

Ama-se. Ou desama-se.

Ao fim e ao cabo, o amor é tão somente uma questão de ler as letras miúdas do contrato que a Vida lhe oferece.

Amor nunca foi sentimento.

Pergunte aos seus avós.

(Na foto, Paul Newman e Joanne Woodward, por Bettmann)
Joseph Agamol

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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