Racismo

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Oi queridos leitores, votaram direitinho? Ainda estão de ressaca eleitoral? Tá difícil, né?
Bom, iniciando a minha coluninha semanal, eu não sei em que Brasil algumas pessoas vivem. Agora a moda é falar mal do Sul e do Sudeste que é racista. No Norte e Nordeste é totalmente diferente. Todo mundo lá é do bem e recebe de braços abertos os não-brancos.
Como tenho um pé no Nordeste e conheço um monte de nordestinos e nortistas, eu fico com perplexa com esse tipo de comentário. Uma babaca paulistana, um imbecil catarinense ou um idiota carioca dão as suas opiniões escrotas e aí toda a população de um estado ou região paga o pato.
Todo mundo que conhece parte da minha história de vida sabe que eu amo o meu avô materno paraibano, mas minha mãe nunca teve coragem de dizer a ele que o meu pai era um encardidinho(*), filho de branco com mulata. Quando ele descobriu, eu já era nascida. Depois que ele a conheceu, virou fã número 1.
Nordestino e nortista são brasileiros e por essa razão são racistas também. Então vocês acham que os estados que tiveram negros trabalhando com a cana de açúcar como escravos de repente viraram “we are the world, we are the people”? Me poupem.
Sinceramente amigos, eu acho que está na hora de sermos menos maniqueístas. Não existe turma do bem e turma do mal.
(*) Encardidinho foi uma citação da Regina Casé casada com um mulato. Não me lembro mais o que aconteceu, mas o casal passou por uma situação desagradável lá nos States e ela comentou que isso foi pelo fato de eles serem encardidinhos. Eu adorei essa palavra.
Dessa forma, assumindo que não somos anjos, desejo a vocês um lindo final de semana e até o próximo Boletim.

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