Lá vem "textão" sobre assunto chato


Amigos, eu não gosto de filmes pornôs. Estou muito velha para querer vender a imagem de puritana. Não gosto, porque não gosto e fim de papo.
O meu primeiro computador foi comprado em 1990. Pois é, sou jurássica, do tempo do monitor preto de letrinhas verdes, DOS, Dbase, aquele disquete grande, depois um outro um pouco menor, Carta-certa e outras coisas já esquecidas.
Não sei quando surgiu o advento da Internet, mas eu levei algum tempo para ter. Como era linha discada e eu durmo cedo, não teria condições de acompanhar o que os filhos estavam vendo de madrugada. Só depois de muitos esclarecimentos e segurança, passei a ser internauta.
Um grupo de cineastas boicotou um festival lá no Recife, porque alguém fez um documentário sobre o ABOMINÁVEL Olavo de Carvalho. Ora bolas, quem disse que um cidadão não tem o direito de fazer um documentário sobre quem quer que seja?
Estranho o meu papo, não? Depois de toda essa celeuma envolvendo a exposição do Santander, da turma do “não vi, não quero ver e tenho raiva de quem viu”, cheguei à conclusão de que esse cancelamento foi um exagero. O meu único senão é que eu acho que deveria ser proibido para menores.
Eu não perderia o meu tempo em ver obras que não me dizem absolutamente nada e muito menos levaria meus filhos. As poucas fotos que eu vi não me agradaram, mas não entendi esse estímulo à pedofilia ou zoofilia. Não vi nada disso.
Também não veria de JEITO E MANEIRA ALGUMA, qualquer filme sobre o Olavo. Acredito que esses cineastas foram contra o cancelamento da exposição, mas se reservam o direito de censurar um filme no festival.
Enfim, vivemos 21 anos de censura e lutamos para ter o direito de vermos o que bem entendemos. Pegando carona na Revolução Francesa, lutamos por IGUALDADE, LIBERDADE e FRATERNIDADE e agora parece que estamos padecendo da “Síndrome da Dona Solange”.
Para quem não sabe quem foi Dona Solange, ela foi a censora número 1 da época dos milicos.
Resumindo a ópera, eu quero ter liberdade de ver ou não o que eu quiser. No caso da exposição do Santander, eu não quero ver e fim de papo.

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