Dia Internacional da Mulher


Ontem foi o dia internacional da mulher. Várias homenagens e eu até gostei de algumas delas, mas chega uma hora que cansa. É como Natal, Ano Novo, Páscoa, etc. Todo mundo fala tudo e ninguém sente nada.
Não me acho uma grande mulher, ao contrário, eu nasci, digamos assim, com alguns privilégios. Nunca sofri horrores para chegar onde cheguei. Além disso, até agora, tenho mantido a minha sanidade mental. Não sei até quando, rsrsrs.
No entanto, eu tive o privilégio de conhecer uma mulher que foi fragilizada a sua vida quase toda. Culta, cultíssima, leitora voraz, cinéfila idem, um mulherão no sentido literal e figurado.
Linda, muito linda, gostosona, toda perfeita e que fazia com que os homens olhassem para ela nas ruas. Ela nunca reparou nenhum deles. Nunca deu intimidade para que um estranho a chamasse pelo seu nome. Tinha que ser Dona Maria e nada de tu ou você e sim SENHORA.
Essa foi a minha mãe que foi fiel a vida inteira ao meu pai, ainda que ele tenha tido outras mulheres. Frágil, muito frágil, mas nunca deixou de se dedicar aos filhos. Sofria de horríveis enxaquecas, horríveis não, PAVOROSAS, mas não se esquecia dos seus compromissos.
Enquanto tive necessidade do seu apoio como mãe trabalhando das 9 às 18.30h, ela me ajudou. Depois que já não era mais tão necessária, ela finalmente se entregou à depressão que a paquerava há algum tempo.
Simone de Beauvoir, Maria Quitéria, Madame Curie? Mulheres importantíssimas, mas nenhuma delas foi a que eu considero uma “Ídala”
Dessa forma, um tanto atrasada, desejo um feliz dia das mulheres para as anônimas. Essas sim também merecem elogios.

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